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Máquina quebrada deixa paciente sem tratamento

Depois de três meses que descobriu o câncer no colo do útero, a professora Jesiane do Nascimento Damasceno, de 41 anos, ainda não conseguiu concluir o tratamento que deveria ter terminado em um prazo de trinta dias, a contar do inicio do mês de julho dest

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Depois de três meses que descobriu o câncer no colo do útero, a professora Jesiane do Nascimento Damasceno, de 41 anos, ainda não conseguiu concluir o tratamento que deveria ter terminado em um prazo de trinta dias, a contar do inicio do mês de julho deste ano.

Ainda na 15ª sessão de radioterapia, das 25 que deveria fazer, a professora teria sido informada pela equipe do Hospital Ophir Loyola (HOL), referência no Estado para o tratamento de câncer, que a máquina para a realização das sessões de radioterapia estava quebrada. Em outro momento, o aparelho de ar-condicionado apresentou problema e o tratamento não foi reiniciado. Após o período desde que foi diagnosticada com o câncer, Jesiane ainda está aguardando uma resposta positiva para dar continuidade ao tratamento.

O filho, que é militar e preferiu não ser identificado, disse que o sentimento restante dessa situação é de frustração. “A gente fica até feliz quando ligam para ela confirmando um retorno, mas no meio do caminho eles interrompem o tratamento por algum motivo e não foi uma vez, mas várias que isso aconteceu, cinco ou seis”, lembrou.

“As pessoas acabam morrendo por falta de tratamento adequado contra o câncer, que é uma doença grave e precisa de um tratamento do início até o fim, sem interrupções. E não é só ela (minha mãe) que está nessa situação. Quando a gente chega àquela recepção, o atendimento demora, para marcar consultas é difícil. Se você for até a área de urgência, vai perceber o quanto é difícil todo o processo que os pacientes passam para fazer o tratamento”, relatou.

Moradora do município de Castanhal, a paciente foi diagnosticada com a doença em junho, quando fez uma biópsia para detectar o tumor no colo do útero. O médico oncologista teria recomendado que ela fizesse 25 sessões de radioterapia e a cada cinco fosse feita paralelamente um sessão de quimioterapia, mas, como chegou a fazer apenas 15 sessões de radioterapia, não chegou a iniciar a outra parte do tratamento.

Por nota, o Hospital Ophir Loyola afirmou que “não está sem equipamentos para tratamento oncológico”, mas sim que “apenas um aparelho entrou em manutenção na semana passada”. O hospital ainda termina o documento afirmando “que o aparelho citado na matéria já esta em pleno funcionamento”.

(Diário do Pará)

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