Expor à sociedade as mazelas da desigualdade social, da concentração de renda, das violações dos direitos humanos, descasos do poder público e injustiças sociais. Com o tema “Ocupar Ruas e Praças por Liberdade e Direitos”, o 20º Grito dos Excluídos ganhará o centro de Belém amanhã de manhã.
O objetivo principal da manifestação é dar voz aos que têm seus direitos violados e protestar contra o sistema político e econômico vigentes, em contraponto ao Desfile Militar. Detalhes do evento deste ano foram apresentados em coletiva de imprensa na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB do Regional Norte 2 (Pará e Amapá), na travessa Barão do Triunfo.
O Grito dos Excluídos deste ano sairá do Largo do Redondo, na avenida Nazaré, e percorrerá a via até a Praça da República. A concentração começará às 8h. Para o padre Paulo Silva, secretário executivo da CNBB, o Grito dos Excluídos expõe as contradições de um sistema desonesto marcado pela exclusão. “O grito é um grande ‘basta’. Um ‘não’ a um sistema político e econômico injusto, que oprime e viola direitos individuais. A independência que se é celebrada não chegou a muitos brasileiros, que vivem marginalizados e excluídos”, comenta.
Para Alberto Pimentel, da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), o Grito dos Excluídos está vez ganhando cada vez mais apoio e consideração da população. “As pessoas começam a se identificar com as causas sociais e com as pautas que não são levadas em consideração pelo governo, como a reforma agrária, por exemplo”, afirma. Maurício Matos, do Movimento Xingu Vivo, acredita que as pessoas estão mais conscientes politicamente depois das manifestações de junho do último ano. “Cada vez mais a população se identifica com os problemas dos oprimidos e injustiçados e passa a expressar sua revolta”, fala.
PARTICIPAÇÃO
Além da CNBB, Movimento de Mulheres Olga Benário, Consulta Popular, Comitê Metropolitano Xingu Vivo, Levante, Juntos!, Unidos Pra Lutar, IAMS (Instituto Amazônia Solidária e Sustentável), Quilombo Raça e Classe, SDDH, Frentes dos Moradores Prejudicados da Bacia do Una, Anel (Associação Nacional dos Estudantes Livres), dentre outras instituições e movimentos sociais, também participam do Grito dos Excluídos.
(Diário do Pará)
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