Por meio de release distribuído à imprensa, o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) confirmou ontem uma queda de 1,7% na produção industrial do Pará no mês de julho, na comparação com o mês anterior. “No entanto”, acrescentou, “esse resultado não influenciou no ritmo da produção física industrial, que sinaliza crescimento para 2014”. A nota não faz referência ao declínio da produção industrial do Estado em dois meses consecutivos – junho e julho.
O documento, produzido e distribuído pela assessoria de comunicação do instituto, informa que, em julho deste ano, a variação percentual da produção industrial paraense atingiu 10,9% comparada com a do mesmo mês de 2013, na série sem ajuste sazonal. Esse número foi impulsionado sobretudo pela indústria extrativa – basicamente minério de ferro –, com alta de 14,4%, pela fabricação de bebidas (10,6%), pela metalurgia (4,7%) e pela indústria de produtos alimentícios (3,9%), esta influenciada fortemente pela produção de carnes congeladas e embutidos.
A frágil indústria paraense de transformação patinou no período, com variação pífia de 0,2%. Pior, porém, foi pior o comportamento de outros três setores, todos com recuos muito fortes – a fabricação de produtos de minerais não metálicos, com -7,2%, a de celulose, papel e produtos de papel, com -9,9%, e a de produtos de madeira, com queda de 15,1%. Nesses dados, fica evidente que a economia do Pará sobrevive hoje fundamentalmente da indústria extrativa mineral, em especial do minério de ferro. Quando excluídos os números da mineração, a economia do Pará se contrai a uma dimensão ridícula.
Os mesmos percentuais se repetem, com poucas variações, no comparativo dos últimos 12 meses, em que a produção industrial experimentou variação média de 7,9%. A sistematização do Idesp, feita em cima dos números apurados pelo IBGE, mostra que a fabricação de produtos de minerais não metálicos recuou 2,6%, a de produtos de madeira teve queda de 11,8% e a fabricação de celulose, papel e produtos de papel despencou em impressionantes 53,5%. Nesse período de doze meses, foram anêmicos também os números da indústria de transformação (0,5%) e da metalurgia (0,1%).
(Diário do Pará)
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