A PA-458, que liga Bragança à praia de Ajuruteua, está muito longe de ser o que merece o pedaço mais badalado da cidade turística. Sem acostamento, a via passou por uma operação tapa-buracos em julho, que resultou num permanente desnivelamento ao longo da da pista, na qual a trafegabilidade é inteiramente comprometida, devido à enorme quantidade de remendos em toda a sua extensão.
Não bastasse isso, há ainda trechos esburacados. Nos dois quilômetros que cruzam a vida do Bacuriteua, onde está localizada toda a estrutura do polo pesqueiro de Bragança, a situação é vexatória: há pedaços da estrada com buracos que oferecem perigo, além de grandes partes sem qualquer asfaltamento, onde no período das chuvas formam-se enormes poças de lama e, no verão, a população padece pela poeira.
Outro problema sério da estrada Bragança-Ajuruteua é a sinalização. Além da carência de placas, a pintura no asfalto está desbotada. Especialmente para quem viaja à noite, a estrada é um perigo. No mês de julho, houve dois acidentes com mortes, ambos à noite, em menos de uma semana.
“Nós, comerciantes de Ajuruteua, perdemos clientes assíduos por causa das péssimas condições da estrada. Não sei como se fala em incentivo ao turismo mantendo uma estrada para o nosso principal atrativo desse jeito”, argumenta José Carlos Oliveira, proprietário do restaurante e pousada Céu e Mar.
“Desde julho vivemos sujeitos às grandes nuvens de poeira durante todo dia”, reclama a professora Maria do Rosário Silva Galvão, moradora da vila do Bacuriteua, onde fica o trecho mais perigoso da estrada.
(Diário do Pará)
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