O Corpo de Bombeiros informou que teve dificuldades para controlar no domingo à noite o incêndio na favela do Buraco Quente, pois os bombeiros foram recebidos a pedradas e a trios "disparados por marginais que vivem na comunidade", informa nota enviada pela corporação. Ninguém ficou ferido.
A favela, localizada na avenida Jornalista Roberto Marinho (zona sul de SP), foi consumida pelo fogo e pelo menos 500 barracos foram destruídos.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Marco Aurélio Alves Pinto, essa confusão no início "deu a impressão de haver falta d´água" nos veículos da corporação.
A nota informa que os bombeiros chegaram ao local às 21h04 (quatro minutos após terem sido acionados). Ao todo, foram para o local 36 carros abastecidos com 239 mil litros de água e 96 homens.
O comandante diz que não houve falta d´água para controlar o incêndio, mas admitiu que houve um problema operacional em um dos hidrantes. Segundo ele, no entanto, o problema não comprometeu o combate ao fogo.
Segundo o Major Marco Antonio Basso, do Corpo dos Bombeiros, os corredores estreitos da favela e a maioria das moradias de madeira foram os principais problemas enfrentados pelos bombeiros para combater o fogo.
Para combater o fogo os bombeiros também puderam contar com a ajuda de prédios vizinhos que cederam a água da reserva técnica das caixas d' águas. " Foram utilizadas essas reservas de água porque os prédios eram bem próximos da favela", explica o major.
A Defesa Civil cadastrou 320 famílias -cerca de 1.000 pessoas- que tiveram os barracos destruídos pelo fogo. Segundo Milton Persoli, coordenador da Defesa Civil do Estado, o número de desabrigados pode aumentar porque muitas pessoas foram para casas de parentes e amigos.
Moradores ouvidos pela Folha disseram que foram cadastrados, mas que ainda não têm para onde ir.
(Folhapress)
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