No primeiro dia de paralisação dos trabalhadores da construção civil, uma grande assembleia foi realizada em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção do Pará (Stimcb-PA), na Travessa Nove de Janeiro. A categoria, que aceitou a cesta básica oferecida no valor de R$ 40, decidiu aguardar, até hoje, uma contraproposta do Sindicato da Indústria da Construção do Estado (Sinduscon-PA) em relação a porcentagem do reajuste. Os trabalhadores realizarão nova assembleia, em frente ao Stimcb-PA, às dez horas.
Segundo o coordenador geral do Stimcb-PA, Francisco de Jesus, o Zé Gotinha, a categoria tem todo interesse em resolver as pendências na mesa de negociação. “Se oferecerem 8% de reajuste, nós fechamos. Não é interesse, nem do sindicato, nem da categoria, se desgastar pra resolver algo que poderia acabar logo”, declara. De acordo com Zé Gotinha, os trabalhadores aceitam a cesta básica de R$ 40, mas sem desconto na folha de pagamento, em caso de falta por motivo de doença.
O coordenador geral do Stimcb-PA diz que a categoria já deu toda demonstração de que quer voltar a trabalhar e que conta com o bom senso do Sinduscon-PA. “Nós não podemos e não vamos ceder mais do que já estamos cedendo. Nós conhecemos e sabemos da força da nossa categoria e da nossa disposição pra luta. Se não houver conversa, nós fazemos greve 100 dias”, completa Zé Gotinha.
(Diário do Pará)
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