Sobre o governador Simão Jatene, Jader é taxativo. “Devo dizer que o sr. Simão Jatene é um tremendo cara-de-pau, um safardana, como se dizia antigamente, já que ele talvez não consiga explicar como a sua família enriqueceu de tal ordem que o filho, a filha e a ex-mulher compraram, cada um, à vista por R$ 1,5 milhão apartamentos num prédio de luxo em Belém. R$ 4,5 milhões pagos à vista! Que o filho é hoje dono de uma rede de postos de combustíveis em Belém e que o sogro do filho é o rei da noite em Belém, com várias casas noturnas que possivelmente não são do sogro e sim do próprio filho. E há ainda o sr. Eduardo Sales, que até há pouco tempo estava falido e hoje é dos homens mais ricos do município de Castanhal, com grandes empreendimentos, inclusive fazendas.
Quanto à propina, o senador cita um personagem de Molière, mestre da comédia francesa, para exemplificar a situação. “Deixo bem claro: se existe um propineiro comprovado no Estado do Pará ele se chama Simão Jatene e quem diz isso é o MPF. Só que ele é um tremendo cara de pau. É como aquele personagem de Molière, o Tartufo, que se apresentava como coisa séria e era na verdade um grande safardana. Portanto, quem tem que dar explicação sobre propina é ele e seus sócios Maioranas. E quem tem que dar explicação sobre a relação com o lobista Jorge Luz é também o PSDB do sr. Simão Jatene”.
Por fim, Jader cita a transação que resultou na venda da Celpa durante o governo Almir Gabriel, do PSDB. “Foi no governo integrado por Jatene, que era o principal secretário de Estado, que foi decidida a venda da companhia. Desta venda, simplesmente 450 milhões de dólares desapareceram. Essa equipe de mágicos fez desaparecer 450 milhões de dólares em dinheiro público dos paraenses, que perderam a maior empresa deste Estado. E não se sabe até hoje em que bolsos e contas foi parar essa fortuna pertencente ao povo do Pará. E não se insista em perguntar pois os caras-de-pau não informam e ainda não perdem a pose de que são coisa séria”.
(Diário do Pará)
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