Mais uma vez, Santarém e região ficaram mais de 24 horas sem internet e alguns serviços de telefonia. O comércio foi um dos setores mais afetados. O resultado tem sido a queda no movimento e enormes prejuízos. Somente este ano, mais de cinco apagões de internet já foram registrados na cidade, como o último ocorrido na quarta-feira, 3.
O vendedor Edno Sousa, passou a tarde de quinta-feira e a manhã de sexta-feira tentando acessar o sistema da loja em que trabalha, para mostrar os produtos aos consumidores, mas era difícil. A demora afastou clientes, que desistiam da compra. “Na maioria das vezes, temos o produto no mostruário para apresentar ao cliente, mas antes disso preciso checar o depósito para saber se tenho o que vendo e isso só consigo fazer via sistema e com a internet funcionando. O cliente desiste da compra por causa da demora”, contou.
Além de não conseguir efetuar a compra por não conseguir ter acesso ao sistema da loja, também não foi possível usar o cartão de crédito. E serviços como a abertura de crédito foram feitos por meios alternativos, tudo para não perder a venda.
“Fizemos a maior parte das nossas vendas por telefone, ligando para a matriz da loja. Algumas deram certo, outras não”, disse o gerente de loja André Fernando Araújo.
RECARGA
Vendedores de rua, que trabalham com recarga on-line de celular, ficaram um dia sem ganhar dinheiro. Sem o sistema funcionando e sem poder se comunicar, o faturamento foi zero. “Nossas máquinas trabalham on-line, se não tiver internet, não tem como gerar recarga, nos prejudica assim como o comércio que precisa fazer ligações. Fica difícil trabalharmos dessa forma”, lamentou um vendedor que não quis se identificar.
Telefonia fixa e móvel tiveram problemas
Uma placa informativa em farmácias e demais estabelecimentos comerciais, avisava os clientes: “Não está passando cartão de crédito”. A falta de internet gerou um prejuízo para o setor, órgãos de segurança pública, que dependem da web para realizar serviços, além dos demais setores que também necessitam desse meio para trabalhar.
Além da falta de internet, houve problemas na telefonia fixa e móvel, foi difícil fazer e receber ligações, principalmente para fora da cidade.
Dessa vez, a interrupção seria um problema num cabo de fibra ótica de responsabilidade da Eletronorte. A assessoria de comunicação do órgão garantiu retorno esclarecendo os motivos, mas o fechamento desta edição, não houve resposta.
(Diário do Pará)
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