Diversas escolas estaduais de Santarém, no Oeste paraense continuam com obras de reforma pela metade, outras precisam de reforma geral urgente e oferecem pouca estrutura aos alunos e educadores. A reportagem do DIÁRIO visitou alguns colégios e constatou a realidade desses locais.
A informação de uso de recursos próprios, arrecadados durante vendas nas festas juninas, folclore e outras promoções, além do recurso do conselho escolar para completar serviços urgentes que foram deixados por fazer pelas empreiteiras, também é uma realidade em pelo menos 12 escolas estaduais de Santarém.
A escola estadual Antônio Batista Belo de Carvalho, inaugurada em 1980, teve sua última reforma há 18 anos. Parte de um muro caiu há quase três anos e não chegou a ser reerguido. A situação é propícia para entrada de criminosos. Graciete Sousa, agente administrativa do colégio, contou que ano passado o colégio tinha mil alunos, este ano reduziu para cerca de 500 estudantes. “Os pais não querem colocar os filhos aqui por causa das precárias condições”, avaliou.
São problemas na estrutura física, fiação elétrica, na parte hidráulica e portas depredadas por marginais. Graciete informou que diversos documentos foram enviados para o governo estadual solicitando a reforma na escola. Segundo ela, engenheiros chegaram a ir à escola, fizeram as medições, mas não houve obra.
A estudante Tailane dos Santos reclama da situação que a escola se encontra. “O muro está muito acabado, a escola parece destruída, precisa de muita reforma. Quanto ao muro que parte caiu, tenho medo de passar perto, por que o restante pode cair”, afirmou. “A gente se sente muito esquecido, ainda mais quando nos dão um pouquinho de esperança e não acontece nada”, lamentou.
Na escola Romana Tavares Leal, a obra de cobertura da quadra de esportes teve apenas o início dos serviços, em seguida paralisou, mas a placa informando o início e término da obra está no local. De acordo com a placa, os trabalhos iniciaram em novembro de 2013 e encerram no mês de janeiro deste ano.
Segundo uma professora da escola, que preferiu não se identificar, um aluno chegou a se machucar devido um vergalhão exposto no local.
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(Diário do Pará)
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