Benardino Colares Nunes, conhecido por Edson ou Nadinho, e Daniel da Silva Pantoja, conhecido por Velho, estão sendo julgados, nesta terça-feira (17), acusado de serem os matadores do ex-deputado estadual Jose Nassar Neto. O crime aconteceu em maio de 1997.
A sessão teve início pela manhã e entrou pela noite com réplica e tréplica.
Um terceiro acusado, Francisco Dias Cardoso, conhecido por Francisquinho, que também seria julgado hoje, teve o júri desmembrado para o dia 9 de outubro, a pedido do advogado Américo Leal, que promove a defesa do réu. Na mesma sessão será também julgado Manoel do Socorro de Melo Barreto, conhecido como Ripa. A viúva do ex-parlamentar, Márcia Nassar, será julgada numa terceira sessão marcada para 27 de novembro.
Para a promotora Rosana Cordovil o crime foi cometido mediante pagamento efetuado pela viúva da vítima, com ajuda do amante, o réu Manoel do Socorro de Melo Barreto. Segundo a tese acusatória, o primeiro réu receberia R$3 mil, e o então menor de idade, Fracionaldo, irmão de Francisco Pedro, recebera R$ 8 mil, junto com o intermediário do crime, Daniel Pantoja.
O CRIME
O ex-deputado estadual José Nassar Neto foi morto no interior da residência em 30 de maio de 1997. Dois indivíduos invadiram a casa do parlamentar, localizada no Conjunto Maguari, e após dominarem o caseiro efetuaram dois tiros de arma de fogo atingindo a cabeça da vítima.
Os dois executores, Bernardino e Francisco, presos logo após, confessaram o crime. A versão deles é que o crime teria sido encomendado pela mulher da vítima, Márcia da Silva Nassar, e o amante, Manoel do Socorro de Melo Barreto.
(DOL)
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