Como acontece toda vez que uma forte chuva atinge Belém, diversas ruas e passagens do bairro do Marco alagaram. Ontem pela manhã, ainda era possível encontrar vestígios de inundações e lama acumulada em várias vias por causa do temporal da última terça-feira. Passagens como “Hortinha”, “Acatauassú Nunes”, “Pio X” e “José Leal Martins”, foram algumas das mais afetadas. O abandono a que são relegadas pelo prefeito Zenaldo Coutinho, ajuda a aumentar o tormento.
Por causa de todo esse descaso, moradores do bairro formaram um movimento para pressionar o prefeito Zenaldo Coutinho a realizar obras estruturantes. O “S.O.S Bairro do Marco Já” exige de Zenaldo a drenagem do canal do Tucunduba e saneamento básico adequado para as ruas que cortam as áreas próximas aos canais do Marco.
Moisés Azulay, 45 anos, uma das lideranças do movimento, explica que foi a necessidade que fez os moradores se organizarem. “Nós vivemos em uma área que está há mais de 15 anos esquecida pelo poder público. Entra prefeito, sai prefeito, entra governador, sai governador, e nada muda pra gente. Nós cansamos disso. Estamos fazendo pressão porque não podemos mais viver neste descaso”, fala. Segundo Moisés, o movimento é apartidário. “Nosso compromisso é apenas com os moradores”, garante.
Segundo Waldez Garcia, 45 anos, a intenção dos moradores é negociar com diplomacia. “Estamos confiando nos prazos que nos foram dados para o andamento das obras. Agora, se as coisas não caminharem, nós vamos levar todos os moradores pra rua e vamos fazer um protesto imenso que vai ser destaque na mídia nacional”, antecipa.
Vanduil Fernandes, 45, o “Careca”, que também integra o “S.O.S Bairro do Marco Já”, diz que as obras iniciais de macrodrenagem no canal do Tucunduba resolveram em parte os problemas de alagamento no Marco. A questão, segundo o “S.O.S Bairro do Marco Já”, seria uma pessoa que se recusa a ser remanejada de cima do canal e impede que a macrodrenagem continue.
“Nós esperamos que haja bom senso. Queremos que a pessoa seja desapropriada com todos os direitos e tenha sua dignidade preservada. Agora, uma família não pode prejudicar milhares”, completa Fernandes.
(Diário do Pará)
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