Após prestar depoimento no inquérito policial aberto para apurar as acusações contra o grupo que está preso – dois policiais citados no mandado de prisão expedido pelos desembargadores do Tribunal de Justiça, Rômulo Nunes e Vânia Lúcia da Silveira, não foram encontrados e oficialmente estão na condição de foragidos -, o secretário de Obras, Ruzol Gonçalves, por intermédio de seu advogado, pediu para cumprir em casa o mandado de prisão temporária. Alegou, para isso, que sofre de problema cardíaco.
Os documentos apreendidos na prefeitura e na residência de alguns presos na operação, ainda de acordo com o procurador, não foram examinados pelos investigadores. Isso deverá ser feito nos próximos dias, numa reunião com auditores do Tribunal de Contas e com o delegado responsável pelo inquérito. Esses papéis devem passar também por uma perícia para compor a ação processual do Ministério Público. O patrimônio de “Pé de Boto” também será investigado, porque ele próprio teria dito a um policial que alguns bens que possui não haviam sido declarados.
O prefeito, nos últimos meses, mergulhou de cabeça na campanha do governador Simão Jatene, a quem apoia no município e de quem recebe apoio recíproco. “Pé de Boto” foi recebido várias vezes por Jatene, tratando da campanha eleitoral do candidato do PSDB. Em troca do empenho do prefeito, o governador prometeu concluir uma ponte sobre o rio Igarapé-Miri, de acesso àquela cidade.
(Diário do Pará)
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