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TRE entra na reta final de preparação

A duas semanas das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral acerta os detalhes finais do pleito que deve levar 5,1 milhões de eleitores paraenses às urnas. Para garantir que a votação ocorra de forma tranquila e que o resultado seja divulgado ainda no domi

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A duas semanas das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral acerta os detalhes finais do pleito que deve levar 5,1 milhões de eleitores paraenses às urnas. Para garantir que a votação ocorra de forma tranquila e que o resultado seja divulgado ainda no domingo 5 de outubro, o TRE tem recomendado à população que chegue cedo aos locais de votação.

Outra recomendação é que os eleitores levem uma “cola” com os números dos candidatos escolhidos já que cada um fará cinco escolhas na cabine de votação. “O eleitor deve levar a colinha na hora de votar, sim. Até eu vou levar a minha para não esquecer os números, que são muitos”, diz o presidente do TRE do Pará, Leonardo Tavares. “A recomendação é que os eleitores compareçam e que não deixem para chegar aos locais de votação em cima da hora porque isso poderá ter impacto na apuração.

Se às 17 horas tiver eleitor nas seções, nós teremos que atender. Se houver uma fila grande isso atrasa o fechamento da urna e consequentemente a transmissão do resultado”, explica o presidente que afirma estar prevendo divulgar o resultado antes da meia-noite do domingo.Para garantir que esse prazo seja cumprido, serão 459 pontos de transmissão.

Mais de 84 mil pessoas estarão envolvidas no pleito, incluindo servidores da justiça eleitoral, juízes promotores, técnicos e voluntários. Só mesários serão 64 mil e o custo total do pleito será de R$ 37 milhões, sendo quase R$ 10 milhões gastos só com o transporte das urnas.Apesar de ser uma das eleições com maior número de eleitores, candidatos e com disputa bastante acirrada, os servidores diretamente envolvidos na organização do processo, afirmam que neste ano, o trabalho de organização está mais tranquilo que em anos anteriores. As razões são a maior experiência em eleições, as facilidades promovidas pela tecnologia e o treinamento cada vez mais constante daqueles que estão encarregados de que fazer com que os eleitores manifestem sua vontade nas urnas, sem sobressaltos.

“Apesar de ser uma eleição maior, com número de candidatos ela está mais fácil e tranquila, não só aqui, mas no Brasil todo. Acreditamos que seja pelas informações que os eleitores vêm, tendo pelos meios de comunicação e também pelas medidas preventivas que os tribunais tomaram, como os cursos, treinamento de funcionários”, diz Tavares.

Na reta final da campanha, o TRE se mantém alerta para a propaganda eleitoral irregular e para possíveis crimes como a compra de votos. “Essa preocupação não é só no interior, mas também em Belém. Sabemos que tem compra de voto, envolvendo valores de 20, 50 reais. Felizmente, as coisas estão mudando e se tornando mais esclarecidas, mas o percentual ainda é bem grande. As campanhas educativas são boas aliadas no combate a esse tipo de crime eleitoral”, diz o presidente do TRE afirmando não ver problemas, por exemplo em que os eleitores levem crianças para os locais de votação. “Não vejo impedimento a criança presenciar a votação.

Está ensinando a criança a ser cidadã, a saber escolher. Tanto que nós temos campanha inserindo nas escolas, o eleitor do futuro são as crianças”.

No dia da eleição, parte das atenções estará voltada para coibir a boca de urna. Para isso, o TRE está montando uma força-tarefa que conta apoio das Polícias Civil, Militar e Federal e também da força federal em 56 municípios, em especial “lugares de paixões mais acirradas, onde há uma cultura de brigas”, segundo Tavares.

“Há alguns locais como as aldeias indígenas em que só respeitam o exército. Para se ter uma ideia, em Jacareacanga na eleição passada, fizeram reféns funcionários nossos”, conta.

Para os candidatos a recomendação é manter a tranquilidade e evitar visitar os locais de votação, além de orientar os cabos eleitorais a manterem os ânimos sempre calmos. “O melhor é que eles fiquem em casa para não tumultuarem. O candidato que vem seguindo legislação já demonstra a que veio. Aquele candidato que vai burlar as eleições desde o início, está mostrando o que poderá fazer nos quatro anos de mandato dele.

(Diário do Pará)

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