Sem grandes informações sobre a doença, Alcir Flávio Pinheiro não nega que a primeira reação ao descobrir que estava com câncer foi a pior possível. Já em tratamento e com certa qualidade de vida, porém, hoje ele encara o desafio de forma mais leve e comemora as iniciativas que levam informação sobre a doença, com o quarto fascículo da série Dr. Responde do Diário. “É importante uma coisa como essa porque, às vezes, as pessoas não sabem como reagir àquela doença”.
Focado nos tabus que envolvem o câncer, o quarto fascículo da série, encartado gratuitamente na edição de ontem, apontou que a doença não precisa mais ser encarada como a vilã de antes. “Antes pouco se ouvia falar em câncer, por isso me assustei, mas hoje eu faço o tratamento, tomos os medicamentos e sei que ele pode ser superado”, confia Alcir. “A gente procura esquecer, pensar em outras coisas. Se eu tivesse um negócio desse que explicasse melhor, eu teria acreditado nisso antes”.
Presidente de uma organização que acolhe pessoas com câncer, a Associação Voluntária de Apoio à Oncologia (Avao), Ana Klautau Leite destaca a predominância de alguns tabus sobre a doença ainda hoje.
“Há sempre aquele susto. Ainda se encara o câncer como se fosse o fim, mas, na verdade, é como qualquer doença. Tem que ter cuidado, tem que precaver”, aponta. “Abordar esses tabus como está sendo feito é muito importante. As pessoas têm que saber que a qualquer hora que se descubra a doença sempre é tempo pra lutar contra ela”.
(Diário do Pará)
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