Alunos, professores, diretores e funcionários da Escola Estadual Clotilde Pereira, em Castanhal, estão revoltados com a situação de abandono com que a instituição de ensino se encontra. O problema é uma reforma iniciada pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) em agosto do ano passado e que até agora não foi concluída.
O anúncio da reforma foi feito em 2012 para iniciar em julho de 2013, o que levou a equipe de professores a antecipar o ano letivo. A reforma, no entanto não iniciou e as obras só começaram efetivamente um mês depois com a previsão de ser concluída em 120 dias. Com a interdição da escola, os alunos foram transferidos para uma escola municipal da cidade e só conseguiram concluir o semestre no início deste ano.
Segundo o professor Raimundo Gomes, as obras paralisaram e os alunos foram novamente remanejados em caráter provisório para uma escola sem condições de funcionamento. De acordo com o professor, o prédio está deteriorado com fiação elétrica solta e sem manutenção, salas sem ventilação, goteiras, janelas sem vidros, área de alimentação sem segurança e muito calor dentre outros problemas. “Dia desses um vidro da janela caiu em cima de uma aluna que acabou se ferindo. O corte levou oito pontos. Outro dia parte do teto da sala da secretaria também desabou”, relata o professor.
Devido às condições precárias da escola, muitos alunos já pediram transferência. Antes da reforma, a Escola Clotilde Pereira contava com um quadro de cerca de 1.400 estudantes. Um ano depois do início das obras um pouco mais de 800 alunos estão matriculados. Há um mês a comunidade estudantil realizou um ato público, reivindicando condições dignas de estudo. O Ministério Público chegou a ser acionado pelos professores, mas nada se manifestou até o momento. O assunto foi discutido na manhã de ontem entre alunos, professores, diretores, funcionários e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) com o secretário-adjunto de logística da Seduc. “Ele se comprometeu em ir à escola na próxima sexta-feira e autorizar o reinício das obras para 90 a 120 dias”, informou Raimundo Gomes.
(Diário do Pará)
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