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Médicos querem solução para caos no PSM da 14

O caos no atendimento do Pronto-Socorro Municipal da 14 de Março foi tema de reunião realizada na noite de ontem entre o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) e o diretor do PSM, Gilfavio Normandes. Os médicos convocaram o diretor para cobrar medidas q

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O caos no atendimento do Pronto-Socorro Municipal da 14 de Março foi tema de reunião realizada na noite de ontem entre o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) e o diretor do PSM, Gilfavio Normandes. Os médicos convocaram o diretor para cobrar medidas que visem melhorar o atendimento no Hospital, que sofre principalmente pela superlotação e falta de estrutura física.

Segundo o diretor do Sindmepa, João Gouveia, os médicos reclamaram do fluxo de pacientes, uma vez que o PSM acaba concentrando a maior parte dos atendimentos que deveriam ocorrer nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) espalhadas pelos bairros de Belém. A cidade dispõe de 29 UBS, 11 das quais com setor de urgência e emergência funcionando 24 horas. Entretanto, pequenos casos como curativos e cirurgias simples ainda são encaminhados aos PSMs porque o paciente não consegue atendimento nos bairros. “Se as 11 UBS funcionassem bem, os pacientes não precisariam recorrer aos Pronto-Socorros. Os casos não são resolvidos nos bairros ou porque não tem médico ou pela falta de equipamentos”, afirma Gouveia.

O problema na atenção básica se agrava ainda mais devido à falta de equipes do Programa Estratégia da Família, que atualmente atende somente 30% da população de Belém. Os médicos cobraram a expansão da atenção básica com a contratação de mais agentes de saúde para atender nos bairros.

De acordo com o diretor do Sindmepa, a falta de medicamento, que é outro problema grave enfrentando pelos pacientes do PSM, precisa ser resolvido com a adoção do protocolo, que vai poder determinar e padroniza os tipos adequados de medicamentos para cada atendimento . “Hoje, não há essa padronização e quando extrapola a cota de remédios, o paciente deixa de ser atendido”, diz Gouveia. O Diário não conseguiu falar com o diretor do PSM.

(Diário do Pará)

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