Acompanhantes de pacientes do Hospital Ophir Loyola denunciam que está em falta o medicamento Androcortil, que é dado aos pacientes em tratamento para minimizar a falta de ar e cansaço. Marinete Alencar, irmã da paciente Marineide Alencar, 34, diz que sua irmã já passou duas vezes do horário de tomar o medicamento, que deve ser administrado de seis em seis horas.
De acordo com Marinete, outros pacientes também estão sem o medicamento. “Estou aqui falando porque não é só ela que precisa, há várias outras pessoas com o mesmo problema e que precisam dessa medicação”, disse ela.
Marinete conta que a irmã tem câncer de mama e que agora afeta os pulmões. Ela deu entrada no Ophir Loyola no domingo (21) com fortes dores e falta de ar. Desde então, ela aguarda em uma sala de atendimento com mais 20 pessoas, entre pacientes e acompanhantes, por um leito para que a irmã receba o tratamento adequado. Ela relata como é o ambiente que todos convivem enquanto aguardam um leito. “Uns estão deitados, outros sentados e uns estão em pé. As condições aqui são horríveis, o senhor deitado ao lado dela vomita sangue e isso deixa os outros pacientes aflitos, pois eles estão juntos em uma sala sofrendo”, disse.
Ela também acusa a enfermeira-chefe de impedir que a paciente tomasse banho por não ser a hora adequada e mandou que devolvessem o balão de oxigênio que ajudaria a paciente a se higienizar. “Eu solicitei um balão de oxigênio para poder dar banho nela, o maqueiro conseguiu para mim, mas chegou a enfermeira-chefe da tarde e disse que aquilo não era hora para tomar banho, a hora para banho é de manhã e despachou o balão de oxigênio da sala”, relatou Marinete.
Em nota, o Hospital Ophir Loyola informou que irá repassar as informações atualizadas sobre o medicamento citado na reportagem somente hoje.
(Diário do Pará)
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