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Prédio está interditado há um ano e quatro meses

Indignada com a condição em que é obrigada a assistir aula, a estudante do segundo ano do ensino médio, Jamille Leão, reforçou que a manifestação já era a quinta realizada pela comunidade escolar para cobrar a resolução dos problemas. “A escola está caind

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Indignada com a condição em que é obrigada a assistir aula, a estudante do segundo ano do ensino médio, Jamille Leão, reforçou que a manifestação já era a quinta realizada pela comunidade escolar para cobrar a resolução dos problemas. “A escola está caindo. Há um ano e quatro meses o prédio está interditado e a gente tá tendo que assistir aula em outro prédio improvisado que fica nos fundos”, apontou, ao lembrar que, somado a isso, os alunos estão sem aula há uma semana. “Ninguém está nos socorrendo. A interdição foi feita pela própria Seduc”.

Também afetados pela falta de estrutura, os professores confirmaram as reclamações dos alunos. De acordo com a professora Mara Aguiar, a interrupção nas aulas desde a última terça-feira foi provocada pela queda de uma árvore que suspendeu o fornecimento de energia elétrica . “Não tem água nem banheiro decente, e estamos ocupando o prédio de trás com salas pequenas. É difícil trabalhar nessas condições”, reforça. “Estamos há mais de uma semana sem energia, os alunos estão sem aula e a gente se preocupa porque muitos vão prestar vestibular no final do ano”.

Sem abrir mão do sonho de ver o filho cursar o ensino superior, a dona de casa Cleyse Barroso não escondeu o apoio à luta dos alunos e professores. “Eles estão sem aula praticamente às vésperas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A gente tá tendo que tirar da onde não tem pra pagar um cursinho pra eles estudarem”, indignava-se. “Isso não pode continuar desse jeito, por isso que a gente apoia a manifestação”.

Reforçando a todo o momento que só sairiam do local após a chegada de alguma autoridade que desse início a um processo de negociação, a espera dos manifestantes foi mais longa do que imaginavam. Mesmo interditando a via por completo, nenhuma autoridade compareceu ao local para ouvir os estudantes. O protesto foi encerrado apenas após os manifestantes saírem em caminhada pela Almirante Barroso em direção à Lomas Valentinas. “O Governo do Estado foi quem colocou a gente nessa situação.

Se tivéssemos salas de aula dignas estaríamos lá estudando e não aqui atrapalhando o trânsito”, diziam ao microfone.

(Diário do Pará)

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