Os moradores da passagem Maria Pantoja, localizada no centro de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, denunciam as péssimas condições da rua. Quem trafega pela via, é obrigado a se deparar com mato e lixo por todos os lados. Outro problema enfrentado pela população local é um terreno que está abandonado e virou um matagal, atraindo diversos animais, como: ratos, cobras e urubus, além de ser foco de mosquito da dengue e abrigo para usuários de entorpecentes e criminosos.
A passagem, que liga a rodovia BR-316 e a Avenida Independência, situada há cinco ruas da prefeitura de Ananindeua, parece não estar localizado em um centro urbano. A via, sem pavimentação, saneamento básico e iluminação pública, vem sendo tomada pelo mato. Antes, a passagem tinha cerca de três metros de comprimento, porém, atualmente, com a erosão do terreno ocioso, nem carro passa no local, que em alguns trechos chega a medir menos de um metro.
Além das péssimas condições de trafegabilidade, devido à falta de pavimentação, os moradores também padecem com o abandono do terreno. O local tem atraído diversos animais peçonhentos e doenças à comunidade.
“Aqui a nossa situação está complicada. Tem de tudo: cobra, dengue, só coisa que não presta. Nós estamos querendo uma solução. A =prefeitura tem que obrigar eles a fecharem o terreno, fazer um muro, um trabalho na nossa rua que hoje nem passa carro. Não temos paz em nossas casas, segurança e nem iluminação pública. Eles fizeram a Independência, mas não fizeram a nossa rua”, lamentou a dona de casa, Iolanda Conceição.
Com a falta de urbanização, as 30 famílias que moram na passagem também sofrem com a insegurança no local, que se tornou rota de fuga de bandidos e palco de frequentes homicídios. Nas últimas semanas, a passagem foi alvo um assalto com refém. “Os bandidos ficaram escondidos dentro do terreno que está só mato. Quando um senhor estava chegando em casa, ainda no carro, quatro homens saíram armados e foram pegando as pessoas e trancando na casa. Depois disso, eles levaram tudo que tinha na casa e o carro também. Aqui estamos vivendo com muito medo. A criminalidade tá sem freio. Eles se escondem nesse terreno e a prefeitura não faz nada”, disse uma moradora, Gisele.
Vicente Macedo tem uma casa na passagem que estava alugada há meses, mas após um suposto assalto, o inquilino foi encontrado morto. “Mataram o homem que morava na minha casa. Ele foi encontrado morto. Isso é um absurdo. Ele não foi o primeiro. Já mataram varias pessoas aqui. Os bandidos matam e jogam os corpos aqui neste terreno, que até agora não foi fechado”, contou.
Cansados com a omissão do prefeito Manoel Pioneiro, os moradores fizeram um abaixo assinado com 114 assinaturas para levar à prefeitura de Ananindeua e tentar solucionar o descaso. “Fizemos um abaixo assinado e vamos levar até o prefeito. Nossa situação não é fácil. Aqui tem muito assalto e mortes. Os marginais ficam se drogando e intimidando as pessoas. Nós queremos uma resposta”, afirmou Sebastião Damasceno, morador. Os populares, ameaçam interditar a BR-316, caso a situação não seja resolvida.
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos ( Seurb) informou que a coleta de lixo na passagem Maria Pantoja é feita regularmente três vezes na semana, as segundas, quartas e sexta feiras. A secretária pede ainda que o morador despeje o lixo somente nos dias marcados do seu bairro. A secretaria de Saneamento (Sesan) também foi procurada, mas não deu retorno.
(Diário do Pará)
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