“Por mês, acontecem de dois a três assaltos em cada posto daqui. Há um mês fui assaltado, por volta das seis e meia da noite. Foram dois homens em uma motocicleta, geralmente é assim. O carona estava armado, desceu da moto e revistou a gente, pegaram o que tinha, ligaram a moto e foram embora. Eles sempre fogem para o lado do Distrito ou pelas transversais. Me sinto inseguro porque os assaltos em toda essa rua são frequentes”, afirmou o frentista Benedito Pinheiro que trabalha em um posto de gasolina localizado na Rua Cláudio Sanders, conhecida como Estrada do Maguari, no centro de Ananindeua.
Quase um mês depois de ter ocorrido um assalto a um posto de gasolina daquela via que resultou no baleamento do empresário Alberto Arruda Filho e vitimou a sua esposa, Márcia Arruda, a população afirma que mesmo com a tragédia nada mudou em relação à insegurança que ronda o local até à luz do dia. Caminhar pela via ou esperar pelo ônibus nas paradas se tornaram tarefas difíceis para os moradores da rua e do entorno.
“Quando dá dez horas (22h) ninguém mais fica nas paradas de ônibus, porque são muito perigosas. Já vi vários assaltos e os bandidos agem rapidamente”, disse o vendedor Pedro Paulo de Lima.
Outro morador diz que algumas medidas são necessárias para não ser vítima da criminalidade. “A insegurança permanece. A gente vê viaturas rondando, mas não é suficiente porque os criminosos agem pelas costas da polícia. A gente procura ficar com a casa sempre fechada e não se sente na frente para não ser abordado. E a partir das dez e meia da noite não tem mais ônibus circulando aqui. Trabalho no centro, então a medida que tomo é pegar qualquer um para descer na BR (rodovia BR-316) e de lá venho de mototáxi ou andando com algum conhecido porque até a minha casa é longe e a rua fica deserta”, explicou o vigilante Weverton Fernando da Silva.
SEM SANEAMENTO
Mas os problemas denunciados pela população que reside ali ou trafega todos os dias pela via vão muito além da insegurança. Principalmente, os moradores do local se sentem abandonados pelo prefeito Manoel Pioneiro. “Essa rua está abandonada. Não tem calçadas, as que têm foram os próprios moradores que fizeram. O sistema de esgoto não funciona. Os bueiros estão entupidos e a água fica empoçada. Quando chove enche tudo. E a rua ainda está mal sinalizada o que dificulta o tráfego, principalmente pela manhã quando muitos carros vêm por aqui para chegar até a BR”, assegura Weverton.
Acostamento é praticamente inexistente naquela via onde o tráfego de veículos, pedestres e ciclistas é intenso. Além disso, o mato ocupa alguns locais onde deveriam haver calçadas, obrigando a população a circular pelo meio da rua. E diversas paradas de ônibus estão sem abrigos. “Faz pouco tempo que moro aqui e posso dizer que aqui tem problemas de infraestrutura e saneamento. Falta mais iluminação, pois a rua à noite é muito escura. Do outro lado tem aquele matagal e tem que andar pelo meio da rua”, reclama uma moradora que reside em um residencial localizado na Cláudio Sanders.
SEM RESPOSTA ÓRGÃOS SILENCIAM
A reportagem solicitou nota à assessoria da Polícia Militar do Pará para esclarecer de que forma está sendo feito o policiamento na Rua Cláudio Sanders. Até o fechamento desta edição não houver retorno.
A assessoria da Secretaria Municipal de Saneamento e Infraestrutura de Ananindeua (Sesan) também foi procurada pela reportagem para esclarecer sobre os problemas denunciados pela população do local. Não obtivemos resposta até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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