Longas filas e meses de espera são a realidade de muitos paraenses que dependem do sistema público de saúde para agendar consultas e tratamentos médicos, principalmente no interior do Estado. Buscando diminuir o tempo para o atendimento, a Ação Social Turu tenta ajudar os pacientes no nordeste paraense.
Criada há pouco mais de um ano, o projeto busca oferecer atendimento médico aos moradores do município de Capitão Poço e região, auxiliando os pacientes a conseguirem leitos em hospitais públicos e privados do Estado. Ao todo, cerca de 3.500 pessoas já foram atendidas pelo grupo.
O idealizador do projeto, Antônio dos Santos, conhecido como “Turu”, afirma que o projeto surgiu a partir das experiências dele na região. “Atualmente moro em Belém, mas conheço a realidade de Capitão Poço, principalmente na zona rural. Por isso, senti a necessidade de auxiliar na área da saúde, já que o sistema público é muito precário e as pessoas de lá passam real necessidade”.
O sistema de trabalho da ação é simples: o grupo recebe apoio de empresários e fazendeiros interessados em investir em causas sociais, e repassa alimentos e produtos agrícolas para clínicas e hospitais, que por sua vez, atendem aos pacientes em necessidade.
“Todos os envolvidos estão preocupados com o lado social, e é uma atividade que está dando resultados. Em pouco mais de um ano, conseguimos realizar 470 cirurgias, enquanto que a Secretaria de Saúde de Capitão Poço fez 116”, afirmou Antônio.
O grupo, que atualmente conta com 11 médicos e cerca de 40 voluntários, ainda realiza mutirões em vilas, comunidades indígenas e quilombolas, fazendo consultas e tentando encaminhar os pacientes para hospitais.
“A ação ganhou o prêmio de Melhor Colaborador da associação Amigos do Barros, do Hospital Barros Barreto, e está concorrendo a outro prêmio pelo Ministério Público, um grande parceiro nosso, que ajuda a agilizar a busca por leitos”, afirmou Antônio.
Com o crescimento e os resultados positivos, a ação resolveu expandir a área de atuação e ajudar a população através de outros projetos. “Cerca de 856 famílias vivem no escuro no interior do município. Nos mobilizamos e já conseguimos luz para 102 casas, através do programa ‘Luz para Todos’”, afirmou Antônio. “Também planejamos incentivar a produção em agricultura familiar nas comunidades a partir do ano que vem”
(DOL)
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