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Desvio de verbas é a causa do baixo IDH no Pará

Segundo o procurador da República Bruno Valente, que assina as ações contra Paulo Elcídio e essas 15 construtoras, o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano de Jatene “descumpriu seu dever de acautelar o patrimônio público, uma vez que não tomou todos os

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Segundo o procurador da República Bruno Valente, que assina as ações contra Paulo Elcídio e essas 15 construtoras, o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano de Jatene “descumpriu seu dever de acautelar o patrimônio público, uma vez que não tomou todos os cuidados necessários a fim de proporcionar o andamento regular das obras objeto do Convênio (vide as irregularidades constatadas pela equipe da Força Tarefa da FUNASA), contribuindo para o enriquecimento ilícito de particulares, em detrimento do dinheiro público”.

A conduta do tucano é enquadrada pelo procurador em seis incisos do artigo 10 da Lei de Improbidade.Em 2006, o DIÁRIO revelou, com exclusividade, as irregularidades detectadas pela Funasa no projeto Alvorada. Em uma série de reportagens, o jornal mostrou, por exemplo, que até tubulação assentada em Cametá teve de ser arrancada, para que Jatene pudesse inaugurar uma obra em Limoeiro do Ajuru.

O jornal apontou, ainda, a construção de banheiros sem interligação a fossas e redes de água; obras executadas com materiais inferiores ao previsto no orçamento; e até um trecho de rua com extensão inferior ao comprimento da tubulação prevista. As fotos mostraram o abandono das obras e o enorme desperdício de dinheiro público: esqueletos de estações de água, estruturas de ferro e poços de abastecimento abandonados no meio de matagais; tubulações imersas em água suja, tubos de PVC e até louça sanitária abandonados em terrenos baldios e em antigos barracões de obras.

Dezenas de populares foram entrevistados, em vários municípios, e contaram a aflição em que viviam, devido à falta de água potável e até de um simples banheiro em casa. A estimativa do jornal foi de que o rombo poderia chegar a R$ 45 milhões – ou seja, foi até menor do que está sendo cobrado, hoje, na Justiça. O resultado de todo esse desvio de verbas é o baixo índice de desenvolvimento humano (IDH) que existe na maioria dos municípios do Pará.

(Diário do Pará)

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