A busca pela legalização do som automotivo motivou o protesto realizado na noite de ontem, em Belém. Cerca de 200 motoristas que operam esse tipo de veículo se reuniram e saíram em passeata pelas ruas da cidade para chamar a atenção das autoridades. Segundo eles, os órgãos de fiscalização, como a Secretaria de Meio Ambiente e a Delegacia do Meio Ambiente, perseguem a categoria, impedindo que eles se expressem.
De acordo com uma lei municipal, os carros automotivos só podem operar com no máximo 80 decibéis, do contrário o veículo apreendido pelos órgãos ambientais. Os motoristas reclamam da limitação, alegando que é um barulho semelhante ao de uma vassoura varrendo casa ou de uma simples conversa. "Ideal seria 100 decibéis pelo menos”, informa Januário Alves, da Vyder Sound.
A categoria se recente por ser tratada como criminosa e reivindica o direito de usufruir de um espaço na cidade para se manifestar. Detestado pela maioria das pessoas devido ao barulho que as aparelhagens dos carros provocam, o som automotivo gera renda para a maioria dos motoristas que adaptam os carros para tocar em festas e eventos variados.
Além de ser fonte de renda, esse tipo de som é utilizado para o simples lazer dos motoristas aficionados por esse tipo de sonorização. Segundo os coordenadores do protesto, Belém tem hoje, cerca de 30 mil carros automotivos. O veículo custa, em média, R$15 mil para ser montado.
“Queremos dialogar com as autoridades e termos o direito de ter um espaço exclusivo para o som dos carros sem perturbar a sociedade, a exemplo do que já ocorre em diversas cidades brasileiras”, diz Alves.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar