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Idosa sofre no corredor do PSM

Familiares de idosa de 83 anos que está internada no pronto-socorro Mário Pinotti (PSM da 14), há 16 dias, reclamam da precariedade no atendimento e falta de cuidados com a paciente. Eles dizem que Irene Pacheco Lobato está no corredor, em uma maca e não

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Familiares de idosa de 83 anos que está internada no pronto-socorro Mário Pinotti (PSM da 14), há 16 dias, reclamam da precariedade no atendimento e falta de cuidados com a paciente. Eles dizem que Irene Pacheco Lobato está no corredor, em uma maca e não está sendo bem cuidada, inclusive, com o provável surgimento de doenças infecciosas.

Irene teve sintomas de AVC no município de Breves, onde a idosa mora. Quando buscou o atendimento no novo Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), localizado naquele município, não havia o aparelho de tomografia e, então, ela teria sido encaminhada para Belém para fazer exames específicos.

No entanto, depois de tanto tempo internada e sem a conclusão dos resultados dos exames, os familiares estariam sentindo dificuldade em transferir a paciente para outro hospital ou até mesmo para um quarto do PSM, onde ela pudesse obter tratamento adequado. “Ela veio para cá para fazer uma tomografia, mas o estado dela só piorou. Dizem que não tem como ela sair do corredor nem como fazer transferências para outro hospital pela falta de leitos. Vejo tanta propaganda do governo sobre a construção de hospitais, mas o de Breves não funciona. Se tem máquinas, estão quebradas”, desabafou a filha da paciente Maria Irene, 56.

Ela relatou as condições da ausência de cuidados da equipe médica do pronto-socorro. “Minha mãe não anda e temos muita dificuldade em fazer o seu deslocamento para coisas simples, como dar banho, pelo excesso de peso dela. Ela está utilizando fraldas e fica horas sem receber higienização quando estou ausente. A equipe de enfermaria que deveria ter o mínimo de cuidado de higiene não tem. Ela está com um quadro grave de infecção”, contou a filha.

Além disso, ela não está sendo alimentada regularmente, segundo Maria Irene. “Ontem só veio um suco pra ela porque ela disse que estava com fome. É um problema que só se agrava a cada dia. Não trouxemos nossa mãe para morrer no hospital, acreditávamos que em Belém ela teria mais oportunidade e não é isso o que está acontecendo”, lamentou.

O DIÁRIO entrou em contato com as secretarias Estadual e Municipal de Saúde, Sespa e Sesma, responsáveis pelo Hospital Regional do Marajó e PSM da 14, respectivamente, mas não obteve retorno.

(Diário do Pará)

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