O Zequinha Marinho é um dos maiores homofóbicos do Brasil”. A afirmação é de Gleyson Oliveira, secretário adjunto da Região Norte da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLTT) e coordenador da Parada LGBT de Belém. O movimento repudia o discurso feito por Marinho na tribuna da Câmara dos Deputados em que afirma que “o beijo gay é uma aberração e uma afronta”. Além da afirmação preconceituosa, o candidato a vice-governador na chapa de Simão Jatene compara o beijo gay a crime de latrocínio. “Ele é uma figura carimbada no movimento pela postura intransigente que sempre teve com os homossexuais”, afirma Gleyson.
Segundo ele, não é a primeira vez que Marinho fez esse tipo de declaração. Em outro momento, o candidato teria dito que, se dependesse dele, qualquer projeto LGBT seria barrado no Congresso Nacional. De acordo com o coordenador, o movimento repudia qualquer apoio a ele e afirma que a candidatura do PSDB não representa a categoria. “Infelizmente há a diversidade tucana no movimento que ainda apoia o PSDB, mas eles não representam a maioria. Essa candidatura não nos representa”, afirma.
A organização LGBT do Estado se recente de perdas de direitos conquistadas no governo passado, a exemplo da criação da Coordenadoria de Livre Orientação Sexual (CLOS) e a instituição do Conselho Estadual da Diversidade. Hoje, a CLOS se encontra sucateada e quase sem nenhuma representatividade, enquanto que o Conselho, que já foi um dos mais atuantes do Brasil, está defasado e não convoca reuniões porque o governo não deu credibilidade a sua atuação.
Segundo Gleyson Oliveira, em 2011, um projeto de lei de autoria da deputada Bernadete Ten Caten (PT), que penaliza qualquer ato de discriminação e violência aos homessexuais, foi aprovado na Assembleia Legislativa e, três anos depois, nunca foi sancionado pelo governador Simão Jatene. Da mesma forma, outro Projeto de Lei tramita na Câmara Municipal de Belém, mas nunca foi votado. A criação de uma coordenadoria LGBT municipal é promessa não cumprida pelo prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) desde março deste ano. “A verdade é que o movimento estadual não está satisfeito com as políticas públicas LGBT deste governo”, critica.
(Diário do Pará)
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