Uma mulher, de 28 anos, natural do município de Moju, nordeste paraense, está enfrentando um dos piores dramas que uma mãe pode passar. Não bastasse o sofrimento de perder a criança enquanto estava grávida de nove semanas, ela ainda está há oito dias carregando o feto morto na barriga, aguardando cirurgia para remover o bebê pela Santa Casa de Misericórdia do Pará.
“Ainda em Moju, ela perdeu a criança e passou dois dias internada, sofrendo fortes dores, até ser encaminhada à Santa Casa. Ela já está lá há seis dias, com dores, fraqueza e falta de ar, correndo risco de morte, mas não consegue fazer a cirurgia”, afirmou Raimundo França, coordenador do Movimento Popular de Marituba, associação que está auxiliando a família da paciente.
“No hospital, os médicos disseram que estão sem leito e que só poderiam conseguir a cirurgia após completar 10 dias da morte da criança. Mas o problema é que ela está sofrendo, sem contar o trauma de carregar o filho morto na barriga”, continuou Francisco. “É um absurdo a situação da saúde pública, que deixa uma mulher passar por uma situação como essa”.
SANTA CASA
Por nota, a Santa Casa do Pará informou que a paciente deu entrada no hospital às 20h de quarta-feira (15), ao contrário do que afirmam os familiares dela. O texto ainda informa que ela “foi acolhida pela equipe multiprofissional formada por médicos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas”.
A Santa Casa ainda diz que “a paciente recebe tratamento de acordo com o protocolo SUS que orienta o tratamento” e que “até o fim do dia (quinta-feira, 16) será feita a curetagem”, procedimento médico que retira restos de um aborto incompleto. O hospital ainda ressalta que a paciente ”não corre risco de vida”.
(DOL)
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