Uma passagem com vala coberta por um tapete verde de limo, sem calçada, lixo espalhado e uma via de terra esburacada, que quando chove deixa poças de lama. Enquanto isso, no local estão espalhados materiais que deveriam servir para as obras de drenagem e pavimentação, mas foram abandonados pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.
Esta é a situação em que vivem os moradores da passagem Sargento Getúlio, na rua Yamada, bairro do Parque Verde, que denunciam que a obra está parada há pelo menos um mês.
A placa com informações dos serviços de drenagem e pavimentação está em frente à entrada da passagem, custa R$ 581,758,81 e teria prazo de 120 dias para finalizar. No entanto, não há data para início.
TRANSTORNOS
A dona de casa Monique Tavares conta que os transtornos só vêm aumentando na rua em que mora devido à obra, que está parada. “Chegaram aqui e deixaram todo o material. Chegaram a trabalhar alguns dias, mas eles só reviram a lama e vão embora. Agora já faz um mês que ninguém aparece por aqui”, disse a dona de casa. “Agora cavaram dois buracos próximos para agrupar esses tubos, então virou uma barreira, carro não passa porque bloqueou”, concluiu.
O dia a dia das famílias tornou-se um martírio, os tubos em concreto, areia branca e tijolos agora impedem a passagem de carros e motos e bicicletas passam com dificuldade. O mototaxista Edmilson Oliveira disse que a única máquina retroescavadeira que tem no local está quebrada. “Disseram para a gente que essa máquina estava quebrada, tanto que está aí parada desde o início”, disse.
A aposentada Raimunda Maria, que tem um pequeno comércio em casa, contou que até a Polícia Militar já passou por uma situação constrangedora. “Aqui não passa ambulância nem o caminhão do lixo porque atola e tem os tubos fechando a rua. A polícia só entra aqui se for de cavalaria e teve um dia que o cavalo até caiu na vala”, afirmou.
Segundo Raimunda, toda vez que chove os problemas pioram. “A minha casa enche de lama porque não tem por onde a água ir e entra em casa. Queria saber quando tudo isso vai logo começar, porque aqui está muito difícil de passar, todo mundo se suja só para chegar do outro lado”, disse a aposentada.
O DIÁRIO entrou em contato com a Sesan, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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