Completando as 11 escolas tecnológicas do Pará, que não foram entregues pelo atual governo do estado, a situação da obra da escola tecnológica de Santarém é crítica. Com a edificação faltando muitos serviços, a instituição que serviria para a formação de milhares de jovens santarenos, se tornou um problema.
A movimentação lenta, sem nem mesmo os barulhos de entra e sai de veículos, comuns em obras da construção civil, já deixam a noção de como estão os serviços da obra da escola tecnológica no município.
A situação é diferente da que a reportagem encontrou em 22 de janeiro deste ano, mas nada praticamente mudou, se levarmos em consideração os prazos, para uma obra que já deveria ter sido entregue há pelo menos dois anos.
Segundo informações de alguns dos poucos trabalhadores que são avistados na obra, os serviços recomeçaram há cerca de sete meses, o que daria para concluir que a obra estaria dentro do prazo, mas essa não é a realidade.
A placa exposta diz que a obra iniciou em 31 de janeiro deste ano, com encerramento previsto para 360 dias. Mas atrás dela tem outra placa, que antes ficava exposta, e lá informa que os serviços iniciaram em primeiro de setembro de 2010, para ser concluído em 25 de agosto de 2012.
A placa que está à mostra para a população, não define o nome da empresa que está executando a obra, e diz que o início dos serviços foi em janeiro deste ano, o que não corresponde com a realidade, já que a placa anterior – escondida - revela que os serviços começaram bem antes disso.
A equipe conseguiu falar com um responsável técnico da construtora. Na conversa, o homem identificado apenas como Alberto, revela que falta mão de obra para concluir o serviço, e conta outros detalhes, que não foram esclarecidos até agora à população pelo governo do estado. “Estamos com 90 funcionários, e estamos contratando mais outra equipe”, informou Alberto. Ele confirma sobre a troca de placas sobre as informações da obra.
(Diário do Pará)
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