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Servidores fazem protesto no Centur

Um grupo de servidores da Fundação Cultural Tancredo Neves (Centur) fizeram uma manifestação, na noite de ontem, na entrada do Teatro Margarida Schivasappa para protestar contra a morte do funcionário George Wellington Costa Santos, de 39 anos. O servidor

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Um grupo de servidores da Fundação Cultural Tancredo Neves (Centur) fizeram uma manifestação, na noite de ontem, na entrada do Teatro Margarida Schivasappa para protestar contra a morte do funcionário George Wellington Costa Santos, de 39 anos. O servidor foi encontrado morto, na última terça-feira, no fosso do palco do teatro. A causa da morte ainda está sendo investigada, mas os servidores afirmam que na hora do acidente George trabalhava sem o Equipamento de Proteção Individual (EPI), necessário para funcionários que atuam com assistência cultural.

Segundo o cenógrafo e colega de trabalho da vítima, Netto Dugon, a função requer o uso permanente de EPI, entre os quais cinto, corda, capacete, luva e bota de proteção, uma vez que quem atua nessa área tem muito contato com eletricidade e fios de alta tensão, “Se ele estivesse usando o cinto, por exemplo, talvez não tivesse caído no chão e essa tragédia não teria ocorrido”, lamenta Dugon. Segundo ele, pelo menos mais seis pessoas trabalham no Centur com os mesmos riscos de George.

INSEGURANÇA

A insegurança que ronda o dia a dia de quem trabalha nessa área não é um caso isolado no Centur, segundo o iluminador cênico do Teatro Waldemar Henrique, Marckson de Moraes, que participou da manifestação dos servidores do Centur. “Há 27 anos os funcionários não trabalham com equipamento de segurança, embora já tenhamos feito quatro solicitações do material, mas que até hoje não temos resposta da direção do teatro”, diz ele.

Com uma fita preta amarrada no braço simbolizando o luto pela morte do colega, os manifestantes tentaram entrar nas dependências do Schivasappa, onde leriam um documento de protesto, mas foram barrados pelos seguranças do teatro. O local estava alugado para uma escola de inglês que exibia o espetáculo infantil Hércules. Os servidores ainda chegaram a bater boca com a equipe de produção do espetáculo e, depois de alguns minutos, acabaram desistindo de entrar no teatro. “É uma manifestação pacífica, só queríamos fazer uma homenagem ao colega que faleceu trabalhando”, criticou a servidora Célia Pinto.

A diretora de Interação Cultural do Centur, Lucinha Bastos, informou que a fundação comprou, em 2013, por meio de licitação, vários EPI, mas que uma parte deles chegou sem especificação e teve que ser
devolvida.

Segundo ela, os próprios servidores sugeriram a devolução e o aguardo dos novos equipamentos para começarem a ser usados. Ela confirmou ainda que no último dia 15, um dia após a morte do funcionário, o Centur comprou por meio de nota avulsa alguns itens de proteção para serem usados temporariamente. “O que chegou errado tivemos que devolver e a nova compra não pôde ser feita de imediato. Não sei por que o George, como técnico de luz, não usou o equipamento de segurança”, afirmou.

(Diário do Pará)

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