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Diagnóstico precoce pode salvar vidas

No mês de outubro, o mundo inteiro realiza campanhas direcionadas à prevenção do câncer de mama e à importância de se fazer um diagnóstico precoce. A ação ficou conhecida como “Outubro Rosa” devido ao laço cor de rosa que simboliza a luta contra a doen

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No mês de outubro, o mundo inteiro realiza campanhas direcionadas à prevenção do câncer de mama e à importância de se fazer um diagnóstico precoce. A ação ficou conhecida como “Outubro Rosa” devido ao laço cor de rosa que simboliza a luta contra a doença. As primeiras ações do movimento ocorreram nos Estados Unidos. No Brasil, a campanha foi iniciada por um grupo de mulheres, no dia 2 de outubro de 2012, quando promoveram a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo.

O câncer de mama é o que mais mata mulheres no país, diz o Instituto Nacional de Câncer (Inca). De acordo com o especialista em Rádio-Oncologia do Hospital Saúde da Mulher (HSM), o médico Claudio Reis, todas as mulheres que completam 20 anos devem começar a praticar o auto-exame e consultar um especialista para fazer a prevenção a cada três anos, até completar 40 anos.

“Principalmente as mulheres que tenham predisposição genética, ao completar 35 anos, devem fazer a primeira mamografia e repetir aos 40. E quando atingir 40 anos, ela deve ir ao médico uma vez por ano e fazer a mamografia a cada dois anos até chegar aos 50. A partir dos 50 anos, a mulher deve fazer o exame todos os anos. Segundo as estatísticas, uma mulher que não teve filhos ou que teve após os 30 anos apresenta um risco maior de ter a doença”, explica o rádio-oncologista.

A predisposição genética é quando há histórico da doença na família. “São do grupo de risco mulheres acima de 50 anos que tiveram maior exposição hormonal, pacientes que nunca tiveram filhos ou as que engravidaram após os 30, além do fumo e as alterações genéticas, como aconteceu com a atriz Angelina Jolie. Quando são detectadas as alterações genéticas BRCA 1 e 2, é quase certeza que a paciente terá o câncer. Já a relação do câncer com o uso de anticoncepcionais orais ainda está sendo estudada”, garante o especialista.

O Inca listou ainda outros fatores de risco para o aparecimento do câncer de mama. Entre eles estão os aspectos endócrinos relacionados principalmente ao estímulo estrogênico, seja endógeno ou exógeno, com aumento do risco quanto maior for o tempo de exposição. Além da ingestão regular de bebida alcoólica, mesmo que em quantidade moderada (30g/dia), obesidade, principalmente quando o aumento de peso se dá após a menopausa, e sedentarismo. A prática de atividade física e o aleitamento materno exclusivo são considerados fatores protetores.

“Se a paciente perceber um nódulo, o médico vai pedir uma ultrasson e/ou a mamografia. Depois é feita uma biópsia. Existem classificações do nódulo que são de acordo com a pontuação. É de um a cinco. Se der cinco, é indicada a biópsia”, esclarece o médico.

O tratamento da doença é feito por um tripé: a quimioterapia, a cirurgia e a radioterapia. “A sequência pode ser alterada dependendo do tamanho do nódulo, da idade e do tipo de abordagem. Normalmente o diagnóstico precoce facilita o processo. A cirurgia costuma ser parcial. Já mastectomia (retirada completa da mama) geralmente é feita quando o tumor está muito grande e já ocupa as axilas ou infiltram a pele. Mas isso também depende da localização do tumor e sempre é decidido entre a paciente e o médico”, explica.

SINTOMAS

Segundo o especialista, os sintomas do câncer de mama são variados. Vão desde dor e pontadas no local, vermelhidão, mas também pode ser assintomático. O principal sinal é o “caroço” no seio. Pode haver também uma retração do mamilo e da pele e descarga mamilar, a saída de um líquido da mama que pode ser caracterizado como uma água com sangue ou esbranquiçado. Porém, dores na mama podem estar ligadas a distúrbios hormonais ou emocionais que não se tratam de câncer.

(Diário do Pará)

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