Há anos, a técnica em enfermagem Gisele Macedo, 29, espera ver a rua onde mora asfaltada e em boas condições. Segundo a moradora, há quatro meses ela pensou que o sonho começaria a se tornar realidade, quando trabalhadores e máquinas do governo de Simão Jatene iniciaram a pavimentação asfáltica nas travessas entre a rua Coronel Brito e rodovia dos Trabalhadores, no conjunto Catalina, bairro do Mangueirão.
Gisele mora na travessa Dois. Porém, em menos de 48 horas, a rua foi completamente asfaltada. “O asfalto foi colocado de qualquer jeito. O problema do povo é que se contenta com muito pouco. A rua era toda esburacada, por mais de 10 anos. A gente esperava por um asfalto e vem esse serviço porco’’, reclama.
A moradora conta que o asfalto se solta quando chove. Formam-se poças de água. A rua está desnivelada. As valas por onde escorre a água estão tomadas de piche. No centro da rua, há um bueiro sinalizado com um pedaço de pau. “Quando as obras estavam sendo feitas, colocaram todo o piche dentro desse bueiro. Tivemos que colocar uma estaca de pau para sinalizar.”
SINALIZAÇÃO
A moradora também reclama da falta de sinalização e lombadas na travessa Dois. “Tem ruas que têm lombadas. Outras, não. Disseram que foram os moradores que se reuniram para colocar.” No fim da rua, estacas impedem o tráfego de veículos. “Os moradores fecharam porque depois das 19h fica tudo congestionado e as pessoas querem passar por aqui. É perigoso para as crianças. Como não há lombadas, nem sinalização, muitos passam em alta velocidade.”
Em nota, a Secretaria de Obras do Estado (Seop) afirmou que os engenheiros da empresa se dirigiriam ontem mesmo ao local para verificar a situação. Quanto às lombadas, os engenheiros disseram, segundo a Seop, que até sexta-feira nada tinha sido construído.
(Diário do Pará)
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