Restos de materiais diversos de construção e equipamentos de uso pessoal, como botas, foram deixados por equipes do prefeito Zenaldo Coutinho, que passaram pela Rua Jarbas Passarinho, no bairro Atalaia, após serviços simples de limpeza da rua. Três passagens transversais estão com suas frentes cheias dos resíduos há duas semanas, segundo os moradores do local.
Moradores da Passagem Batista, uma das transversais atingidas com os entulhos, disseram que não sabem a quem recorrer para que a situação seja solucionada. “Chamamos a imprensa depois de não saber mais o que fazer. Um senhor que mora aqui falou com alguém da prefeitura que prometeu fazer a retirada desse entulho ontem, mas ninguém veio e não queremos continuar nessa situação”, disse Gracileia Monteiro, 40.
“Eles começaram a fazer a limpeza e foram deixando neste local o lixo acumulado. Com o passar dos dias, outras pessoas acabam jogando lixo nessa área, acreditando que o local é comum para o despejo de lixo”, contou a moradora Alda Medeiros, 46 anos.
A limpeza é feita pelos próprios moradores que além de limpar tiram dinheiro do bolso para custear a retirada do entulho do local. “Meu marido é que limpou hoje (ontem) e geralmente é ele que paga R$ 20 reais para uma pessoa carregar o entulho que fica ai, mas agora, o monte de entulho que está aqui não dá para continuar fazendo isso”, explicou a moradora.
Adiel Santos mora na rua há mais de vinte anos e ressaltou a importância que ela tem para a cidade. “Essa rua dá acesso para a Avenida Independência e outras grandes avenidas. Não deveria estar assim. É uma vergonha a situação dela, ainda mais em momento de eleição”, ponderou.
ALAGAMENTOS
“Temos a sensação de impotência, porque não sabemos como resolver a situação. Não podemos contar com o poder público. Se na nossa rua, na passagem Batista, o problema é a água, quando chove, pra cá, na Jarbas Passarinho, é o lixo. Somos obrigados a conviver com o mau cheiro e os perigos de doenças sérias porque ninguém resolve nada. E ainda por cima temos que tirar dinheiro do próprio bolso para amenizar os problemas”, afirmou Alda.
“Aqui eu nunca fui assaltada, por exemplo, mas as condições da nossa rua são as piores. A Passagem Batista é de piçarra, não tem saída e quando chove, nós é que não temos para onde correr. Temos que botar os pés na água mesmo se não, ninguém sai de casa”, contou Gracileia.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar