A estudante de farmácia Joyna Castro, paciente portadora da doença de Lyme, precisa urgentemente de ajuda financeira para realizar o tratamento nos Estados Unidos da América (EUA). A Lyme é uma doença causada pela mordida de algumas espécies de carrapato. O inseto é hospedeiro da bactéria borrelia burgdorferi, causadora da doença.
Moradora da Cidade Nova, casada e mãe de duas crianças, Joyna viu sua vida mudar há três anos, quando começou a perceber os sintomas da doença. Fraqueza, garganta inflamada, inchaço nas mãos e nas articulações, além de dor, são alguns dos problemas que a jovem vem enfrentando devido à Lyme.
Em tempos de crise, ela chegou a ficar até sem andar. A doença não é contagiosa, mas afeta o sistema imunológico do doente. Ela não sabe ao certo como contraiu. A maior probabilidade é que Joyna tenha sido mordida por um carrapato alojado em um cachorro que se encontrava próximo à casa onde ela estava na época, em Mosqueiro.
A doença ainda é desconhecida no Brasil, o que levou a paciente a um diagnóstico tardio, quando a doença já estava em estágio crítico. “Tomei muito remédio inadequado, ganhei sobrepeso e até infecção urinária”, diz ela. O diagnóstico preciso só aconteceu quando uma infectologista realizou diversas sorologias até que uma delas identificou a presença da bactéria, que pode se alojar em diversas partes do corpo do ser humano. No caso de Joyna, a doença comprometeu a sua área neurológica, causando confusão mental como esquecimento e alucinações.
DIAGNÓSTICO
Desde o diagnóstico, Joyna tem dividido a sua vida entre internações e a medicação pesada composta de 22 remédios por dia. Parte da medicação é comprada nos EUA. Com pesquisas ainda incipientes no Brasil, Joyna buscou ajuda no exterior, onde a doença é bastante conhecida e controlada pela comunidade médica.
A primeira viagem ao Estado da Califórnia ocorreu este ano e foi de lá que, pela primeira vez, veio a esperança da cura, que, segundo os especialistas, pode acontecer em dois anos. Até lá Joyna precisa continuar o tratamento com os remédios, alimentação regrada e os retornos aos EUA a cada seis meses. Na viagem, Joyna gastou R$23 mil e os principais medicamentos custam, em média, R$600 por mês.
Sem condições financeiras, Joyna conta com a ajuda dos amigos, que organizaram uma campanha para arrecadar recursos para as viagens da paciente. “Conto com a solidariedade das pessoas que se sensibilizarem com a minha doença. O que a minha família tinha já gastou na primeira viagem”.
Como ajudar
Quem puder ajudar pode acessar o site : http://www10.vakinha.com.br/vaquinhaE.aspx?e=301772 ou através do número 8165-0505.
(Diário do Pará)
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