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Estudos monitoram abelhas na Amazônia

Com a perspectiva de que cerca de 60% dos produtos que chegam ao consumidor final dependam da polinização, pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) e da CSIRO (agência nacional de pesquisa da Austrália) vêm pesquisando em colmeias na Amazônia e n

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Com a perspectiva de que cerca de 60% dos produtos que chegam ao consumidor final dependam da polinização, pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) e da CSIRO (agência nacional de pesquisa da Austrália) vêm pesquisando em colmeias na Amazônia e na Tasmânia os fatores que podem provocar a morte prematura de abelhas. Proporcionado pela instalação de microssensores no tórax dos insetos, o experimento está sendo desenvolvido em um apiário de Santa Bárbara do Pará, na Região Metropolitana de Belém.

Com a instalação de 25 microssensores por semana em abelhas de cada uma das três colmeias utilizadas, os pesquisadores pretendem entender, primeiramente, o comportamento dos insetos e sua relação com o clima para que, mais tarde, possam fazer experimentos que apontem o impacto de pesticidas e outros fatores na saúde das abelhas. Físico e coordenador do projeto, Paulo de Souza compara o microchip utilizado pelas abelhas a um crachá. “O sensor marca a hora exata de entrada e saída das abelhas das colmeias e quanto tempo elas passam fora e dentro”, explica. “Sabendo disso, podemos cruzar informações com o clima e expô-las a outros fatores de estresse para saber que efeitos eles causam na saúde delas”.

Medindo 2,5 milímetros, o correspondente a aproximadamente metade de um grão de arroz, os microssensores são colados no tórax das abelhas com cola de secagem rápida. Desde a sua captura com as mãos até o momento em que elas são soltas novamente, não são necessários mais do que alguns segundos.

PROJETO

Ainda que a segunda parte do experimento tenha iniciado neste mês, nas espécies nativas que não possuem ferrão, o projeto já vem sendo colocado em prática há cerca de um ano em outra espécie originária da Europa e que possui ferrão. Dos cerca de 2.500 microssensores já instalados até hoje em todo o projeto, sendo 700 apenas no Pará, os pesquisadores já alcançaram resultados significativos. “Aprendemos que elas mudam de comportamento e que mudam de uma colmeia para outra com mais frequência do que imaginávamos. Se uma colmeia fica doente, elas a abandonam mais rápido”, aponta Paulo. “As abelhas desempenham um papel muito importante na polinização das florestas. A saúde da floresta amazônica depende da saúde das abelhas”.

(Diário do Pará)

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