Desde o dia 21 de setembro, o DIÁRIO vem denunciando situações que sugerem que os familiares do governador Simão Jatene têm trânsito livre dentro da administração estadual para conseguir o que querem, sempre reforçando o sobrenome que lhes acompanha os nomes. Izabela Jatene e o subsecretário do Fisco Estadual, Nilo Noronha, foram flagrados por um grampo telefônico feito pela Polícia Civil em 2011, e autorizado judicialmente, em um diálogo no mínimo suspeito em que ela, já coordenadora do Pró-Paz, pede a ele que lhe envie por e-mail a lista com as 300 maiores empresas do Estado para que ela possa “buscar esse dinheirinho deles”.
Não bastasse isso, há ainda a informação de que o Sistema de Segurança Pública deu sumiço na gravação original - a obtida pelo DIÁRIO é uma cópia - na tentativa de limpar a barra da herdeira do tucano. A denúncia motivou pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa proposta pelo deputado Carlos Bordalo (PT) - já acatado pela presidência e na iminência de instalação - e de pedido de investigação junto ao MPE por parte do deputado Edmilson Rodrigues (PSOL).
(Diário do Pará)
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