A Polícia Militar emitiu uma nota comentando sobre o caso do PM Márcio Francisco Ferreira Gama, de 45 anos, que sofreu um infarto enquanto realizava um teste de aptidão física para sargento. Segundo familiares, a prova física não era necessária e a vítima havia realizado um exame médico constatando que não estava em condições de realizar o exercício.
No texto, a PM afirma que “em face do ocorrido e atenta à gravidade do caso e de apurar a responsabilidade de todos os envolvidos na situação”, determinou “a abertura de Inquérito Policial Militar".
A polícia ainda afirma que no momento do incidente, Márcio “foi atendido de pronto pela equipe médica presente no local do teste (...), não havendo nenhum tipo de demora no referido atendimento”, e que após avaliação médica in loco, o policial foi encaminhado para “atendimento especializado de urgência, onde o mesmo encontra-se até o presente momento, com a situação estabilizada”.
A nota ainda ressalta que “a participação nas provas seletivas para fins de ingresso em cursos de formação continuada, sejam eles de capacitação, de especialização ou de nivelamento, (...) é de caráter voluntário, não havendo obrigatoriedade de comparecimento ou mesmo sanção alguma para qualquer policial militar que deixar de realizá-las”.
A PM ainda afirma que “o militar acidentado tinha conhecimento de sua situação de saúde e limitação física, tanto que estava com dispensa médica para ato de serviço”, mas que mesmo assim “realizou o teste físico sem comunicar, em tese, a quem de direito seu impedimento, situação que como as demais que envolveram o fato, serão apuradas pela PMPA com melhor exatidão”.
O texto ainda informa que 4 mil pessoas foram submetidas aos testes em 2014, mas que este foi o primeiro incidente médico registrado.
(DOL)
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