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Policiais militares denunciam perseguição

Mal foi reeleito e o governador Simão Jatene já mostra - de novo, só para não deixar dúvidas - que manter promessas e acordos não é o seu forte. Policiais militares do Batalhão de Choque que se recusaram a reagir contra seus colegas que participaram da pa

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Mal foi reeleito e o governador Simão Jatene já mostra - de novo, só para não deixar dúvidas - que manter promessas e acordos não é o seu forte. Policiais militares do Batalhão de Choque que se recusaram a reagir contra seus colegas que participaram da paralisação da categoria em abril deste ano estão sendo transferidos de postos de Belém para postos da Região Metropolitana mesmo sem estarem respondendo a processos administrativos ou quaisquer punições disciplinares. Um PM que não quis se identificar denunciou ao DIÁRIO que há quem more na capital sendo mandado para trabalhar, sem mais nem menos, em Mosqueiro, demonstrando claramente que o governo está mandando às favas seu compromisso de impedir a retaliação e a perseguição daqueles que, de alguma forma, estiveram ligados à greve.

Segundo o PM que procurou o jornal, no Boletim Geral número 196, publicado em 28 de outubro, seis transferências foram publicadas e outras oito estariam na iminência de se concretizar. “A justificativa que dão é a tal da ‘necessidade de serviço’, mas, quando essa necessidade existe, a vaga do policial deslocado não é ocupada. Nesse caso, está havendo permuta e o próprio BG mostra isso. Ao mesmo tempo em que eles tiram um do choque para mandar, por exemplo, ao segundo batalhão, eles trazem um de lá para o choque. É claro, para nós, que isso é a retaliação prometida em abril pelo, na época, tenente coronel Leão Braga, para aqueles que não quiseram atuar contra os irmãos de farda que estavam grevando”, justifica o denunciante. Leão Braga hoje estaria à frente do Comando de Missões Especiais no cargo de coronel e agindo decisivamente em relação às transferências.

A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares do Estado do Pará (ACSPMBMPA) confirmou que já recebeu denúncias de situações semelhantes e que se prepara, passada a eleição, para ‘fazer barulho’ em relação a isso. “O grande problema é que não temos como provar, a chefia informa que tudo é por uma questão de ‘necessidade de serviço’ e fica por isso mesmo, mas nós sabemos que se trata, na verdade, de perseguição. A associação com certeza deve buscar um caminho para tentar impedir que esse tipo de situação continue acontecendo”, prometeu o presidente da entidade, cabo Francisco Xavier, um dos também envolvidos na paralisação de abril.

PROVIDÊNCIAS

A assessoria de Comunicação da Polícia Militar não quis se pronunciar sobre o assunto, mas informou que os policiais que se sentirem prejudicados podem procurar setores específicos internos dentro do próprio batalhão para expor suas queixas e pedir providências.

(Diário do Pará)

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