Após conseguir uma vaga no corredor do Hospital de Pronto-Socorro Mário Pinotti (PSM da 14), Mário Antônio Cruz da Silva, de 51 anos, sentiu dificuldades em fazer exames de raio x no mesmo hospital, tendo que se dirigir até a unidade do Guamá para realizar o mesmo exame e depois retornar ao PSM da 14.
O irmão dele, o mecânico Marco Aurélio da Silva, de 35 anos, relatou que há pelo menos dez dias, o elevador do Hospital estava quebrado, impossibilitando os pacientes acomodados no primeiro andar em realizar qualquer procedimento, seja cirúrgico ou um simples exame como esse.
Mário Antônio teria apresentado sintomas equivalentes a problemas cardíacos cerca de dois meses e de lá para cá, os familiares já percorreram diversos hospitais para um diagnóstico preciso, o que ninguém até então teria feito. “Fomos a um hospital que é referência em problemas do coração, mas não tinha leitos. Quando atacava alguma crise, íamos a uma Unidade de Saúde e eles diziam que era dengue e aplicavam soro...já disseram que pode até ser doença de Chagas, em outro lugar que fomos que tem convênio com o SUS. Agora, esperamos que depois que o elevador voltou a funcionar, meu irmão vá para a enfermaria e passe por exames detalhados e descubram a doença de fato”, declarou.
Outros pacientes enfrentam a mesma situação de falta de funcionamento regular do aparelho de raio x no PSM da 14. A filha da feirante Alda da Costa Silva, de 32 anos, que mora no bairro do Tapanã, precisou fazer o exame, mas não conseguiu. “Procurei no Tapanã e não tinha. Depois viemos para cá, acreditando que aqui teríamos possibilidade de fazer já que é um Hospital de maior porte, mas depois de uma hora na fila da triagem eu fui mandada embora e que era para eu tentar o exame na Marambaia. Como é que eu vou lá e ainda voltar para cá?”, questionou.
A reportagem entrou em contato com a Assessoria de Comunicação do Hospital , contudo até o fechamento desta edição, a assessoria não se posicionou.
(Diário do Pará)
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