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UPA de Ananindeua ainda atende com precariedade

A situação continua crítica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ananindeua, onde quase que a totalidade dos médicos entregou os postos de trabalho, no último sábado (01), como forma de protesto. Nenhum acordo entre os médicos e a Secretaria foi conc

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A situação continua crítica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ananindeua, onde quase que a totalidade dos médicos entregou os postos de trabalho, no último sábado (01), como forma de protesto. Nenhum acordo entre os médicos e a Secretaria foi concretizado desde então, segundo informação do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa)

Os profissionais reclamam da redução pela metade no número de plantonistas nos plantões de 12 horas, além de condições precárias de trabalho, informalidade contratual e atrasos nos salários.

Segundo o Sindmepa, cerca de 90% dos 40 médicos da UPA entregaram os postos de trabalho como forma de protesto. A Unidade continuaria atendendo de forma precária os pacientes do município, com os poucos médicos concursados existentes no local.

Uma reunião foi realizada na tarde da última segunda-feira (03) na sede do Sindmepa, mas nenhum representante da Secretaria de Saúde de Ananindeua (Sesau) compareceu ao encontro. A Secretaria encaminhou um documento alegando que não foi informada oficialmente.

O ato de protesto teve início no último sábado (01), quando médicos que trabalhavam na UPA não aceitaram a redução de seis para três plantonistas durante os plantões de 12 horas. Segundo os profissionais, essa mudança colocaria em risco a população e o próprio exercício da medicina.

O Sindicato informa também que unidades de Pronto Atendimento como a de Ananindeua, município com menos de 600 mil habitantes, deveriam atender aproximadamente 350 pacientes por dia. No entanto, o posto de Ananindeua recebe uma média de 650 pacientes/dia.

Os médicos reclamam ainda da informalidade dos contratos na UPA: uma parcela ínfima dos profissionais seria composta por concursados. O restante dos profissionais não teria carteira assinada e outros direitos trabalhistas elementares.

Por causa do caráter informal das contratações, o atraso no pagamento de salários também seria uma constante na rotina dos médicos da UPA, segundo o Sindicato.

O DOL entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Ananindeua e aguarda retorno.

(DOL com informações Sindmepa)

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