Seis casos importados da Febre Chikungunya foram confirmados em Belém, conforme informações divulgadas nesta terça-feira (4), pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma).
Do início do ano até agora, 20 casos foram notificados pela Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria (DVE/Sesma), dos quais seis foram confirmados laboratorialmente. Cinco ainda estão aguardando resultados. “Ainda não temos registros de transmissão da doença em solo paraense. Os casos confirmados são de pessoas que estavam em área de transmissão do vírus. A doença é endêmica nos países do sudeste da Ásia, África e Oceania. Em 2013, chegou à região das Américas, com registro de transmissão autóctone em vários países do Caribe”, explica a chefe da DVE/Sesma, Leila Flores. Os casos importados são aqueles cujos pacientes adquiriram a doença em outro País.
A Febre Chikungunya é causada por um vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo Ae. aegypti e Ae. albopictus os principais vetores. O período médio de incubação é de três a sete dias (podendo variar de um a doze dias).
A doença pode manifestar-se clinicamente de três formas: aguda, subaguda e crônica. Na fase aguda, os sintomas aparecem de forma brusca e compreendem febre alta, cefaleia, mialgia e artralgia (predominantemente nas extremidades e nas grandes articulações). Também é frequente a ocorrência de exantema maculopapular (vermelhidão na pele).
Os sintomas costumam persistir por sete a dez dias, mas a dor nas articulações pode durar meses ou anos e, em certos casos, converter-se em uma dor crônica incapacitante para algumas pessoas.
(DOL com informações da Agência Belém)
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