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Mulher escalpelada não recebe atendimento em Belém

Uma mulher de aproximadamente 40 anos, identificada apenas como Maria do Socorro, está sofrendo com a falta de atendimento em Belém, após sofrer um acidente que a deixou escalpelada e com parte do rosto desfigurado. O acidente aconteceu nesta terça-feira

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Uma mulher de aproximadamente 40 anos, identificada apenas como Maria do Socorro, está sofrendo com a falta de atendimento em Belém, após sofrer um acidente que a deixou escalpelada e com parte do rosto desfigurado.

O acidente aconteceu nesta terça-feira (04), no município de Bagre, no Marajó. Devido a gravidade do acidente, a vítima foi trazida de helicóptero para receber atendimento em Belém.

Segundo informações da prima da vítima, que prefere não se identificar, a família está desesperada com a situação. “Ela veio de Bagre para Belém e foi levada para a Santa Casa. Porém lá ela não recebeu atendimento, pois informaram que não tinha leito. Aí encaminharam para o Pronto Socorro, mas ela está há horas no correndo esperando atendimento e até agora nada. Ela está perdendo muito sangue e estamos desesperados”, contou. A vítima foi escalpelada e teve corte no nariz e o olho repuxado.

A prima da vítima conta como aconteceu o acidente. “Ela estava em uma rabeta, saindo de um vilarejo e indo para a cidade. Não sabemos certo o que aconteceu, mas ela caiu e foi certo no motor”. Até o momento, segundo a prima, a vítima recebeu apenas os primeiros socorros da equipe do Corpo de Bombeiros, que a trouxe para Belém.

Em nota, a Fundação Santa Casa do Pará informou que o protocolo de atendimento firmado entre Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Pará – Sespa, Secretariais Municipais de Saúde de todos os municípios, "pactua que a pessoa vítima do acidente de escalpelamento deve ser encaminhada primeiramente às unidades de urgência e emergência para estabilização do quadro clínico". Ainda de acordo com nota enviada, só após os procedimentos o paciente é encaminhado ao hospital, onde é inserido no Programa de Assistência Integral à Vítimas de Escalpelamento (Paives) e assistida por uma equipe multiprofissional que inclui cirurgiões plásticos.

(DOL)

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