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Belém está em estado de alerta para a dengue

Belém está em situação de alerta por causa da falta de uma política de combate ao avanço da dengue no município. A capital paraense está entre as dez capitais brasileiras que apresentaram situação de alerta, de acordo com dados divulgados ontem, 4, pelo M

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Belém está em situação de alerta por causa da falta de uma política de combate ao avanço da dengue no município. A capital paraense está entre as dez capitais brasileiras que apresentaram situação de alerta, de acordo com dados divulgados ontem, 4, pelo Ministério da Saúde. São ao todo 12 cidades paraenses que estão nessa situação, segundo o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), realizado em outubro deste ano.

Além disso, os municípios de Belterra e Parauapebas entraram em situação de risco para a ocorrência de epidemia de dengue. O estudo revela que 117 municípios brasileiros estão em situação de risco, outros 533 em alerta e 813 cidades com índice satisfatório.

Além de Belém, estão em situação de alerta: Igarapé-Miri, Santarém, Rurópolis, Oriximiná, Novo Progresso, Óbidos, Monte Alegre, Tucuruí, Itaituba, Curionópolis e Prainha. O LIRAa foi realizado em apenas 25 dos 144 municípios, ou seja, pouco mais de 17% das secretarias municipais de Saúde do Pará entregaram seus dados ao Ministério da Saúde.

Elaborado pelo Ministério da Saúde em conjunto com estados e municípios, o LIRAa foi realizado em outubro deste ano em 1.463 cidades. A pesquisa é considerada um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, o que possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção.

Durante a apresentação dos resultados feita ontem no Ministério da Saúde, o ministro Arthur Chioro destacou que a queda expressiva nos números de casos e óbitos por dengue neste ano se deve as medidas de prevenção adotadas pelo governo federal, pelos gestores locais e sociedade.

O ministro alertou, no entanto, que é preciso manter e reforçar estas ações principalmente em regiões, como o Pará, onde não apenas a dengue mas também o chikungunya avançam. “As medidas de enfrentamento e prevenção das duas doenças são as mesmas. Temos de intensificar estas ações e prestar bem a atenção nas informações que o LIRAa nos revela. Trata-se de uma ferramenta muito potente que nos dá informações importantes”, observou.

CLASSIFICAÇÃO

Os municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis pesquisados. É considerado estado de alerta quando menos de 3,9% dos imóveis pesquisados têm larvas do mosquito, e satisfatório quando o índice está abaixo de 1% de larvas do Aedes Aegypti.

(Diário do Pará)

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