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Ananindeua pode ficar sem atendimento médico

Ananindeua sofre com a má gestão do sistema de saúde pública. Depois de ter recursos bloqueados pelo Ministério da Saúde para a manutenção da Unidade de Pronto-Atendimento 24 horas (UPA) da Cidade Nova, a Prefeitura está sendo denunciada pelo Sindicato do

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Ananindeua sofre com a má gestão do sistema de saúde pública. Depois de ter recursos bloqueados pelo Ministério da Saúde para a manutenção da Unidade de Pronto-Atendimento 24 horas (UPA) da Cidade Nova, a Prefeitura está sendo denunciada pelo Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) pelo descaso com a população de Ananindeua. Segundo o Sindmepa, o atendimento a usuários da UPA da Cidade Nova permanece comprometido sem que médicos e a direção da Unidade tenham chegado a um acordo sobre a retomada dos plantões pelos profissionais que prestavam serviços no local.

Mal administrada pelo prefeito Manoel Pioneiro, a UPA Cidade Nova entrou em caos por conta da má gestão dos recursos federais e pela falta de acordo com os médicos plantonistas para o pronto atendimento da população. Já com sobrecarga de atendimentos desde o primeiro semestre deste ano, a situação se complicou desde o último sábado, dia 1º de novembro, quando médicos que davam plantão no local decidiram protestar contra a decisão da Secretaria Municipal de Saúde de reduzir o número de plantonistas de seis para três nos plantões de doze horas, gerando insegurança no exercício profissional.

Dos 40 médicos que prestavam serviços sem qualquer contrato de trabalho assinado com o município de Ananindeua, cerca de 90% decidiram não aceitar a redução no número de profissionais na escala de trabalho de 12 horas, imposta pela Secretaria, por considerarem que isso poria em risco a saúde da população e o próprio exercício profissional. Chamados pela direção da UPA para uma conversa, marcaram reunião para a tarde desta segunda-feira na sede do Sindmepa, com a presença de diretores da entidade.

A direção da UPA, no entanto, não compareceu, enviando ofício com a justificativa de que não fora convocada formalmente pelo Sindicato.“Consideramos isso uma falta de sensibilidade da Secretaria de Saúde com a saúde da população”, criticou o diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso, lembrando que a convocação formal foi feita à Secretaria e confirmada por um dos assessores de Manoel Pioneiro. “Isso só demonstra falta de sensibilidade em ouvir o que a categoria tem a dizer”, condenou Waldir Cardoso.“Queremos que a Secretaria de Saúde formalize contratos de trabalho conosco para que ambas as partes tenham garantias”, disse o médico Thiago Cavalcante, que tirava plantão na UPA.

“Não temos contrato nem carteira assinada e nem direitos trabalhistas elementares”, reclamou o médico, que participou da reunião no Sindmepa.De acordo com portaria do Ministério da Saúde de junho de 2013, UPAS de porte III, projetadas para atender a cidades de até 600 mil habitantes, deveriam realizar cerca de 350 atendimentos de pacientes por dia. No entanto, a UPA de Ananindeua atende a mais do que o dobro desse número, chegando a 850 pacientes/dia. “Isso torna inviável um plantão de 12 horas só com três médicos. É humanamente impossível”, disse o médico Thiago Cavalcante. A decisão dos médicos de entregar o lugar será comunicada formalmente ao Conselho Regional de Medicina pelo Sindmepa e pelos próprios médicos.

Má gestão provoca bloqueio de recursos.

(Diário do Pará)

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