O estudo da CNI revela que, entre 2001 e 2011, a indústria paraense registrou um ganho de participação no PIB estadual de 9,4 pontos percentuais. Nesse mesmo período, a indústria perdeu 3,5 pontos de participação no Produto Interno Bruto do país. Esse crescimento, em trajetória oposta ao comportamento da indústria nacional, explica por que o Pará se consolidou, na última década, como o maior PIB da Região Norte e o oitavo maior do Brasil.
A Confederação Nacional da Indústria mostra também, no estudo cujos resultados foram divulgados esta semana, que três setores concentram fortemente a riqueza industrial do Pará – a extração de minerais metálicos com 56,3%, a metalurgia com 13,3% e os alimentos, com 12,9%. Sozinhos, esses setores representam mais de quatro quintos (82,4%) da indústria paraense.
Um detalhe interessante, revelado pelo mesmo levantamento, é o que indica serem as microempresas e as empresas de pequeno porte a quase totalidade (90,7%) do universo empresarial do Pará. As microempresas, assim classificadas como aquelas que têm até 9 empregados, são 63,1% do total, enquanto as empresas de pequeno porte, que têm de 10 a 49 empregados, correspondem a 27,6%. As médias empresas (de 50 a 249 empregados) são 7,4%, enquanto as grandes empresas, com mais de 250 empregados, são apenas 1,9%.
(Diário do Pará)
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