O sábado, primeiro dia de prova do Enem, foi marcado por muita correria entre os candidatos que não sabiam o local exato da prova.
Na Universidade Federal do Pará (UFPA) o cenário foi de corre-corre em frente aos portões de entrada. Faltando apenas trinta minutos para a prova começar um grande número de candidatos chegavam à universidade sem saber a sala. Outros eram informados pelos guardas que o local era outro.
Foi o caso do jovem José Alan, que chegou às 11h30 no portão do campus básico e, ao mostrar o cartão de inscrição, ficou sabendo que o local certo era o Núcleo Pedagógico Integrado (NPI). Alan correu para o colégio e conseguiu chegar a tempo.
Dezenas de alunos fizeram a mesma confusão, mas nem todos tiveram a mesma sorte de Alan. O auxiliar de almoxarifado João Paulo ia fazer o Enem pela primeira vez, mas precisou trabalhar no Comércio antes da prova.
De bicicleta, o estudante também confundiu o local de prova e acabou chegando dez minutos atrasados no NPI.
“Estou muito triste, estava confiante, agora nem adianta mais me inscrever no vestibular da UFPA”, lamentou.
A mesma tristeza sentiu a estudante Analice Teixeira, de 18 anos. Apesar de morar perto da universidade, ela acabou saindo tarde de casa e não conseguiu chegar a tempo na UFPA.
“Achei que ia dar tempo e o ônibus demorou muito para passar”, justificou.
ATRASOS
No NPI, 13 pessoas chegaram atrasadas, na UFPA, três, e na Universidade Federal Rural da Amazônia dois candidatos chegaram após o fechamento do portão.
Duas pessoas chegaram a tempo, mas não levaram documento de identificação e não puderam realizar o exame.
O mesmo não aconteceu com as amigas Esthefana Mendes, Tânia Leal e Susiane Brito, que chegaram cedo à Escola Estadual Domingos Acatauassu Nunes, no bairro do Marco.
Faltando mais de duas horas para o início da prova, as três estudantes já estavam no portão da escola com os documentos nas mãos. Segundo elas, o nervosismo era muito mais em função da ansiedade da prova.
“A expectativa é grande, são muitas questões para pouco tempo. A dica é resolver logo as questões mais fáceis e deixar as difíceis para o final”, sugeriram.
Os precavidos também faziam fila desde cedo em frente ao Colégio Estadual Souza Franco.
(Diário do Pará)
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