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Educação nas ilhas é precária, diz Sintepp

Denúncias de irregularidades nas Unidades Pedagógicas (UPs) das ilhas de Belém, que atendem a educação infantil, levaram o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) a investigar a existência dos problemas por meio de

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Denúncias de irregularidades nas Unidades Pedagógicas (UPs) das ilhas de Belém, que atendem a educação infantil, levaram o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) a investigar a existência dos problemas por meio de visitas a todas as unidades.

Após dois meses de trabalho contínuo, a ação do Sintepp resultou na elaboração de um relatório que tem como título “A precária realidade da educação nas ilhas de Belém e da Fundação Escola Bosque”.

O relatório foi entregue a órgãos como o Ministério Público do Estado do Pará, a Câmara Municipal de Belém (CMB), o Senado, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB), entre outros.

O Sintepp solicitou ainda à CMB uma reunião com a Comissão de Educação da casa que resolveu promover uma audiência pública para tratar sobre o assunto. A audiência foi realizada na tarde de ontem (11), no Plenário Lameira Bittencourt, da CMB,

CARÊNCIAS

“Não existe água potável nas ilhas. Se falta água, as pessoas vão mesmo para os rios, para os poços com água poluída. São unidades completamente carentes de reparos, não apenas fisicamente, como também pedagógica, de material escolar para desenvolver uma educação de qualidade. Os próprios professores compram os materiais para dar aos alunos. Já não basta o caminho que eles fazem para ir para lá em um barco e um trator barulhento, ainda precisam desembolsar dinheiro porque o poder público municipal não faz o papel dele”, diz o coordenador da executiva Belém do Sintepp, Maurilo Estumano.

Segundo ele, as unidades são completamente desestruturadas e apresentam problemas como banheiros sem portas e distantes das unidades, no meio do mato, espaços que abrigam botijões de gás, livros e outros materiais em um mesmo lugar, cozinhas inapropriadas e faltam até mesmo os materiais mais básicos como tesouras, lápis de cor, papel, borracha e réguas.

“Isso tudo foi apurado por nós. Uma série de irregularidades. A UP Nazaré desabou e está funcionando em um bar, alugado pela prefeitura. Por conta dessas irregularidades, houve uma movimentação muito forte que culminou na saída de Fabrício Modesto que era presidente da Funbosque”.

Sobre as denúncias apresentadas pelo Sintepp, o diretor do Funbosque, Fábio Martins, informou que, para garantir a qualidade do transporte dos estudantes, foram feitas três revisões nos ônibus escolares e a situação das lanchas ainda deve ser verificada.

Disse ainda que a tubulação de gás da cozinha foi refeita e que a fundação recebeu cerca de 1.800 utensílios para a merenda escolar das crianças. O diretor declarou ainda que a fundação entrará hoje com um pedido de reforma de dois trapiches que funcionam em duas unidades educacionais.

A reportagem contatou com a Secretaria Municipal de Educação (Semec). Porém, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

(Diário do Pará)

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