Profissionais que prestam serviços náuticos no Amapá, os práticos estão preocupados com a possibilidade de contaminação pelo vírus ebola em território brasileiro depois que o navio Clipper Alba, com tripulação de Buchanan, na Libéria (África) atracou em frente a cidade de Macapá, na última terça-feira, 11.
O navio saiu no último dia 4 de uma das cidades africanas mais afetadas pela doença com destino ao porto de Manaus, no Amazonas, para comercializar produtos eletrônicos.
Não há informações de quantos tripulantes estão a bordo do navio e nem se algum deles está com a doença porque o vírus ebola possui um período de incubação de 21 dias para se manifestar. A Libéria já teve 6.822 casos, entre confirmados, prováveis e suspeitos. Ao todo, morreram 2.836 pessoas, segundo dados atualizados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Inspeções de rotina são feitas em diversos portos no percurso do Rio Amazonas, mas não seguem nenhum critério específico contra o Ebola, segundo Fernando Câmara representante dos práticos no Amapá.
“O critério adotado é seguir um protocolo estabelecido pela OMS: um agente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faz uma inspeção, com perguntas aos tripulantes sobre a possibilidade de sintomas e libera o navio.
Mas o período de incubação do vírus é de 21 dias, ou seja, a pessoa só iria manifestar a doença depois desse período, o que então, não seria detectado em uma inspeção como essa”, explicou.
Os práticos irão acionar a Justiça do Trabalho para evitar que os profissionais sejam punidos, caso se recusem a entrar no navio.
(Diário do Pará)
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