Estudos desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins, ao longo das duas últimas décadas, sinalizam para a possibilidade do uso da batata doce como alternativa à cana para a produção de álcool, tanto anidro quanto hidratado.
Este foi o tema de uma reunião ocorrida ontem à tarde na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que tem interesse no trabalho e vem acompanhando os estudos.
As pesquisas a cargo da UFT são uma resposta da comunidade acadêmica daquele Estado ao decreto presidencial nº 6961, de 17 de setembro de 2009, que proibiu, a partir daquela data, o plantio de cana de açúcar na Amazônia.
Hoje, no Pará, só existe um empreendimento da agroindústria no setor sucroalcooleiro, a Pagrisa-Pará Pastoril e Agrícola S.A., fundada na década de 1960 no município de Ulianópolis. A indústria produz açúcar e álcool (anidro e hidratado).
A tecnologia para fabricação de etanol a partir da industrialização da batata doce pode vir a significar uma alternativa de alta produtividade para superar a limitação da cana de açúcar na Amazônia e promover o desenvolvimento econômico e social da região.
Foi dentro desta filosofia que a Sudam promoveu a reunião de ontem, como parte do ciclo de palestras sobre as possibilidades de se produzir etanol na Amazônia.
Além do reitor da UFT, Márcio Silveira, que falou sobre as pesquisas, participou também do encontro um representante da Cimasp Comércio e Indústria de Equipamentos, empresa responsável pelo desenvolvimento de equipamentos específicos para a produção, numa planta piloto operada sob a supervisão dos pesquisadores da UFT.
A realização do encontro na Sudam e a presença de um técnico da Cimasp – Erivan Bueno – não aconteceram por acaso. O superintendente da autarquia, Djalma Bezerra Mello, explicou que, ao tomar conhecimento do trabalho, a Sudam, por meio de convênio, passou a participar ativamente do acompanhamento das pesquisas, buscando inclusive empresas produtoras de bens de capital para a produção dos equipamentos.
Foi no curso dessa busca que se criou a Usinaflex pela Cimasp, empresa que há 15 anos atua no fornecimento de equipamentos pesados, tanto para o setor público quanto para a iniciativa privada.
(Diário do Pará)
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