No início deste ano, o aeroporto de Belém apresentou sérios problemas às companhias aéreas, que por várias vezes se recusaram a pousar e decolar utilizando a pista principal, considerada por elas inseguras para as operações. A TAM foi a principal delas a se queixar formalmente, inclusive suspendendo diversas operações no aeroporto.
Em janeiro, o DIÁRIO publicou um documento o qual teve acesso, elaborado pela TAM e entregue à Anac e à Infraero, revelando uma série de restrições para pouso e decolagem na pista do aeroporto.
A TAM identificou na ocasião a pista do aeroporto como insegura e elencou uma série de medidas que devem ser tomadas para que seus aviões continuassem operando.
ORIENTAÇÃO
O documento da empresa orientava seus pilotos a posar em Belém quando a pista estiver molhada ou escorregadia desde que sejam observadas algumas restrições. Uma delas: nenhuma aeronave A321 ou superior em termos de tamanho pode pousar. “Nesse porte, a aeronave precisa de mais freio para parar”.
Outra restrição: o avião da TAM não pode posar com vento de cauda. Se houver, o pouso está proibido. E mais: não pode haver vento de través superior a 10 nós. Também ficava proibido pouso quando houver previsão de vento com chuva forte. A TAM afirmou na época que o pouso obrigatoriamente teria que ser feito pelo comandante da aeronave: nada de copiloto em condições climáticas adversas. Só ele está autorizado.
Ficou ainda proibido pouso se o avião tiver alguma restrição para uso pleno do reverso do motor (quando o piloto inverte o fluxo de ar do avião, fazendo com que o ar saia para a frente da turbina, freando a aeronave) e se o avião tiver alguma restrição ao uso dos flaps (partes das asas que abrem para frear o avião, utilizando-se da resistência do ar). O problema só foi contornado semanas depois.
(Diário do Pará)
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