Reunindo grandes nomes do setor mineral, o 4º Congresso de Mineração da Amazônia, assim como nas edições anteriores, espera média de público de mil congressistas. Minicursos, painéis, talk-show, palestras magnas e lançamento de publicações compõem as atividades do evento, que discute desafios e tendências do setor a cada dois anos.
Na programação, o minicurso “Novas dinâmicas do licenciamento ambiental” traz Luis Enrique Sánchez, chefe do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e ex-presidente da Associação Internacional de Avaliação de Impacto (IAIA). O debate será sobre os 30 anos de aplicação do licenciamento ambiental no Brasil e a necessidade de a mineração moderna compatibilizar a competitividade com a sustentabilidade.
O 4º Congresso de Mineração da Amazônia busca exatamente isso: debater os desafios que, em virtude do cenário socioeconômico atual, o setor enfrenta para expansão de atividades.
Segundo o gerente Executivo do Ibram Amazônia, Ronaldo Lima, abordar esse tema é importante para mostrar como a mineração moderna vem sendo desenvolvida na Região Norte. O Congresso apresentará temas importantes para o meio ambiente, como a questão climática, diminuição de gases poluentes e redução na utilização de caminhões, entre outros.
Ronaldo Lima destaca ainda a contribuição que a mineração traz para a população paraense. “Cidades com projetos mineradores costumam ter um maior IDH. Podemos ver isso em lugares como Parauapebas e Canaã dos Carajás. Em um Estado em que mais de 30% do PIB corresponde à mineração, é fundamental desmistificar a imagem da mineração como prejudicial”, ressalta.
(Diário do Pará)
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